sábado, 31 de dezembro de 2011

O mal existe?

Um professor ateu desafiou seus alunos com esta pergunta:

- Deus fez tudo o que existe?

Um estudante respondeu corajosamente:

- Sim, fez!

- Deus fez tudo mesmo?

- Sim, professor - respondeu o jovem.

O professor replicou:

- Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau.

O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a fé era um mito.

Outro estudante levantou sua mão e disse:

- Posso lhe fazer uma pergunta, professor?

- Sem dúvida - respondeu-lhe.

O jovem ficou de pé e perguntou:

- Professor, o frio existe?

- Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?

O rapaz respondeu:

- Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.

- E a escuridão, existe? - continuou o estudante.

- Mas é claro que sim - retrucou o professor.

- Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas várias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço? Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.

Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:

- Diga, professor, o mal existe?

- Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.

Então o estudante respondeu:

- O mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou o amor, que existem como existe a luz e o calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seu coração. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz. Se o senhor não possui Deus no coração, o mal sempre terá força sobre seu corpo e alma.

O professour calou-se. Não tinha argumentos.


Que seu 2012 seja marcado pela presença de Deus em todos os momentos, e que você sempre se lembre que, por mais difícil e árdua que seja a caminhada, Ele estará sempre ao seu lado.
FELIZ E PRÓSPERO ANO NOVO!

domingo, 25 de dezembro de 2011

Santa incoerência...

Onde está a lógica de se venerar sazonalmente a canção natalina "Happy Xmas (war is over)", de John Lennon, se certa vez esse cidadão declarou publicamente que os Beatles eram mais famosos que Jesus Cristo?

domingo, 4 de dezembro de 2011

Enquanto isso, no Pacaembu...

sábado, 12 de novembro de 2011

domingo, 6 de novembro de 2011

Sons que você não conhece... mas deveria!

Shark Island - Bad for each other

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Libertadores e seu 'quadro de medalhas'

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Era uma vez... o Palmeiras!

sábado, 24 de setembro de 2011

Rock In Rio 2011... Rock? Onde?

Um verdadeira vergonha nacional. Utilizar o nome do bom e velho rock n' roll e apresentar pseudo-artistas, cantores que ganharam fama por trazerem dinheiro para a mídia.

Quem é Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Maria Gadú, Milton Nascimento, NX Zero para participar de um show que leva, infelizmente o nome de rock? Não é ninguém. Nem esses e outros cantores de outros ritmos.

Mais uma vez a mídia distorce, corrompe os valores, com o único objetivo de ganhar dinheiro.

E o povão? O povão vai sim! A falta de cultura faz com que sejam manipulados em massa. Acreditam piamente naquilo que a mídia lhes entorpecem na mente.

O primeiro Rock In Rio, em 1985, foi decente e fiel às suas origens, mas a partir do momento em que a ganância destrutiva dos doentes por dinheiro viu resultados, corromperam a decência, a musicalidade, a ordem.

Todos os roqueiros de verdade estão indignados com essa atitude acéfala. É a maior falta de respeito com o gênero musical proposto. Mas só utilizam o bom nome do rock para atrair incultos e distorcer a ordem natural das coisas. Os promotores então deveriam mudar a idéia proposta do evento, e não vender festival de rock com artistas de axé e MPB.

Tantas ótimas bandas brasileiras de rock ficarão na obscuridade, sem participar, e cantores(as) que são umas aberrações estarão lá, e certamente ganharão rios de dinheiro.

Se esse evento trará alegria para 100 mil pessoas em um único dia, deixará tristes e frustradas, ao mesmo tempo, 50 milhões.

O capitalismo selvagem não respeita os valores. Não respeita uma tradição. Não respeita o ROCK N' ROLL!

sábado, 3 de setembro de 2011

Uma questão de interpretação

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sábado, 20 de agosto de 2011

Carta aberta a Renato Aragão

de: Eliane Sinhasique
para: Renato Aragão, vulgo Didi

"Querido Didi, há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências que me mandou). Achei que as cartas desse tal Criança Esperança não deveriam ser endereçadas a mim.

Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.

Não foi por ‘algum’ motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.

Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula.

A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem! Estudei na escola da zona rural, fiz supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro-empresária.

Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família.

Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais.

O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores dessa dinheirama toda não têm a educação como prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si só, não interessa aos políticos no poder. Por isso, o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora ou aplicando muito mal.

Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não acha?

Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada à Presidente da República. Ela tem a chave do cofre e a vontade política para aplicar os recursos. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ela faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não é o que acontece…

No último parágrafo da sua carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da ‘minha’ doação, que a ‘minha’ doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.

Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho. Isso significa que o governo leva quase um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.

Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não.

Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira. Outra coisa, Didi: mande uma carta para a Presidente pedindo para ela selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino. Melhorar os salários desses profissionais também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação.

Peça para ela, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças além de ler, escrever e fazer contas, possam desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ela priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.

Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando:

Eliane Sinhasique, mantenedora principal dos dois filhos que pari."


ps.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir.

ps.2: Aos otários que doaram para o Criança Esperança, fiquem sabendo que as organizações Globo entregam todo o dinheiro arrecadado à Unicef e recebem um recibo do valor para dedução do seu imposto de renda. Para vocês, a Rede Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do seu imposto de renda, porque é ela quem o faz.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sons que você não conhece... mas deveria!

Lita Ford - Playing with fire

domingo, 7 de agosto de 2011

TV Curintia: a jenti si liga em voçê!

Grade de programassão

06:00 - 07:00
Pequenos Furtos, Grandes Negócios (como se tornar um estelionatário sem sofrer sanções penais)
Apresentação: Alberto Dualib

07:00 - 08:00
Telecurso 2º Grampo (tele-aula sobre como arrombar carros, explodir caixas eletrônicos, bloquear alarmes e fazer gatos)
Apresentação: Marcola

08:00 - 08:15
Café Com O Presidente (tudo sobre o Fielzão e quem sai/fica no Timão)
Apresentação: Andrés Sanches

08:15 - 09:00
Minha Vida Atrás Das Grades (depoimentos reais - documentário)
Narração: Biro-Biro

09:00 - 10:00
Sessão Matinal : Sonhos de uma noite de verão (o ano em que o Corinthians ganhou a Libertadores - ficção)

10:00 - 11:00
TV Roubinho (aventuras em locações na FEBEM do Tatuapé e em Heliópolis - infantil)

11:00 - 12:00
Seja Um Fenômeno (dicas sobre saúde e dietas)
Apresentação: Ronaldo Nazário

12:00 - 13:00
Hora Do Esporte (VT do rachão do dia na Fazendinha)
Comentários: Chico Lang

13:00 - 14:15
A Maravilhosa Cozinha Do Carandiru (as últimas novidades para o seu marmitex)
Apresentação: Ana Maria Brega e Boca de Traíra

14:15 - 15:30
Vale A Pena Ver De Novo (Corinthians x Ponte Preta, a saga do paulistinha de 1977)

15:30 - 16:00
Nat Geo (a história de vida de animais como gambás, gaviões, galinhas, dentre outros)
Apresentação: Renata Fan

16:00 - 17:00
Todo Mundo Odeia Um Corinthiano (seriado sobre garoto corintiano que sofre bullying na escola por causa da Libertadores)

17:00 - 18:00
Mercado Preso (atualize-se sobre o mercado de peças e produtos receptados)
Apresentação: Dinei

18:00 - 19:00
Novela Das 6: Danação (o dia-a-dia dos jovens na cracolândia)
Atores convidados: Laranjinha e Acerola

19:00 -19:30
SPTV (notícias de Sapopemba)
Apresentação: André Risek
Comentários: Dentinho

19:30 - 20:00
Jornal Marginal (notícias do Tatuapé, Itaquera e adjacências)
Apresentação: Gilmar Fubá

20:00 - 21:00
Novela das 8: Prisione

21:00 - 22:00
Loco Repórter (jornalístico que mapeia os pontos mais acessíveis para se conseguir todos os tipos de drogas, bebidas e cigarros por um preço abaixo do comum)
Apresentação: Casagrande

22:00 - 23:00
Especial Manos, Minas e Manés (programa com as novidades do rap e hip hop)
Apresentação: Rapin Hood

23:00 - 23:30
Jornal Da BANDidagem (dicas de como conseguir habeas corpus e indutos, além de leitura e interpretação do Código Penal Brasileiro)
Apresentação: Osmar de Oliveira

23:30 - 00:00
Polícia 24h (flashes da vida real na periferia paulistana)
Apresentação: Zé Elias

00:00 - 01:00
Bandido 24h (a saga de Jucka Bauer nas favelas país afora)

01:00 - 04:00
Seção dos 318 Macumbeiros (sua hora de despacho para tentar ganhar a Libertadores)
Apresentação: Pai Jacú

04:00 - 05:00
Grandes Pensadores do Século (as mais célebres frases e citações de Vicente Matheus comentadas por ex-jogadores)

Apresentação: Milton Leite

05:00 - 06:00
Nossa Gíria Portuguesa (aprenda a falar corretamente as mais novas tendências lingüísticas de favelas, morros e afins)

Apresentação: Neto


Nossa equipe está te esperando. Vem pra cá você também!
Canal 171 da sua tv a cabo-gato!


domingo, 24 de julho de 2011

Drogas... você vai encará-las?

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Marta e os 'mortos'

domingo, 26 de junho de 2011

A saga 'atarizada' de Santos e Corinthians na Libertadores 2011



"Alguns têm enorme fartura, enquanto outros não saboreiam nem migalhas!"

sábado, 18 de junho de 2011

Como derrotar a ignorância de norte-americanos

Durante debate em uma universidade nos Estados Unidos em novembro de 2000, o ex-governador do Distrito Federal, ex-ministro da educação e atual senador Cristóvam Buarque (guarde esse nome para as próximas eleições federais!) foi questionado sobre o que pensava sobre a internacionalização da Amazônia. Um jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro.

Eis a resposta do sr. Cristóvam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.

Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar que esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos Estados Unidos. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os Estados Unidos querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de comer e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças, tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!
"

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A 'dungalização' de Mané Menezes

sábado, 4 de junho de 2011

Roxette - Collection, Tour Brasil (2011)

1. Listen to your heart
2. It must have been love
3. Spending my time
4. The look
5. Dressed for success
6. Dangerous
7. Joyride
8. How do you do!
9. Fading like a flower (every time you leave)
10. Wish i could fly
11. Crash! Boom! Bang!
12. A thing about you
13. Milk and toast and honey
14. Queen of rain
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sons que você não conhece... mas deveria!

Signal - Does it feel like love

sábado, 21 de maio de 2011

Diga não às drogas!

"Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de "experimenta, depois quando você quiser é só parar..." e eu fui na dele.

Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de "raíz", da terra, que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do Chitãozinho & Xororó e em seguida um do Leandro & Leonardo. Achei legal, uma coisa bem brasileira.

Mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de amigo e acabei comprando pela primeira vez. Lembro que cheguei na loja e pedi um cd do Zezé di Camargo & Luciano.

Era o princípio de tudo! Logo resolvi experimentar algo diferente e ele me ofereceu um cd de axé. Ele dizia que era para relaxar, sabe, coisa leve... Banda Eva, Cheiro de Amor, Netinho, etc. Com o tempo, meu amigo foi me oferecendo coisas piores: É O Tchan, Companhia do Pagode e muito mais.

Após o uso contínuo, eu já não queria saber de coisas leves, eu queria algo mais pesado, mais desafiador, que me fizesse mexer os quadris como eu nunca havia mexido antes. Então, meu amigo me deu o que eu queria, um cd do Harmonia do Samba. Minha bunda passou a ser o centro da minha vida, razão do meu existir. Pensava só nessa parte do corpo, respirava por ela, vivia por ela! Mas, depois de muito tempo de consumo, a droga perde efeito, e você começa a querer cada vez mais, mais, mais... Comecei a freqüentar o submundo e correr atrás das paradas.

Foi a partir daí que começou a minha decadência. Fui ao show e ao encontro dos grupos Karametade e Só Pra Contrariar e até comprei a Caras que tinha o Rodriguinho na capa. Quando dei por mim, já estava com o cabelo pintado de loiro, minha mão tinha crescido muito em função do pandeiro. Meus polegares já não se mexiam por eu passar o tempo todo fazendo sinais de positivo.

Não deu outra: entrei para um grupo de pagode. Enquanto vários outros viciados cantavam uma música que não dizia nada, eu e mais outros 12 infelizes dançávamos alguns passinhos ensaiados, sorríamos e fazíamos sinais combinados.

Lembro-me de um dia quando entrei nas lojas Americanas e pedi a coletânea "As melhores do Molejo". Foi terrível. Eu já não pensava mais!

Meu senso crítico havia sido dissolvido pelas rimas miseráveis e letras pouco arrojadas. Meu cérebro estava travado, não pensava em mais nada. Mas a fase negra ainda estava por vir. Cheguei ao fundo do poço, ao limiar da condição humana, quando comecei a escutar popozudas, bondes, tigres, MC Serginho, Lacraias, motinhas e tapinhas. Comecei a ter delírio e a dizer coisas sem sentido.

Quando saía à noite para as festas, pedia tapas na cara e fazia gestos obscenos. Fui cercado por outros drogados, usuários das drogas mais estranhas que queriam me mostrar o caminho das pedras.

Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aos radicais e ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: Ki-Kokolexo.

Hoje estou internado em uma clínica. Meus verdadeiros amigos fizeram a única coisa que poderiam ter feito por mim. Meu tratamento está sendo muito duro: doses cavalares de rock progressivo e blues. Mas o médico falou que eu talvez tenha de recorrer ao jazz e até mesmo a Mozarth e Bach.

Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarem a esse tipo de droga. Os traficantes só pensam no dinheiro. Eles não se preocupam com a sua saúde, por isso tapam a visão para as coisas boas e te oferecem drogas. Se você não reagir, vai acabar drogado, alienado, inculto, manobrável, consumível, descartável, distante. Vai perder as referências e definhar mentalmente. Em vez de encher cabeça com porcaria, pratique esportes e, na dúvida, se não puder distinguir o que é droga ou não, faça o seguinte:

-Não ligue a TV no domingo à tarde;

-Não escute nada que venha de Goiânia ou do interior de São Paulo;

-Não entre em carros com adesivos "Fui...";

-Se te oferecerem um cd, procure saber se o artista já foi ao programa da Hebe ou ao do Gugu;

-Não compre um cd que tenha mais de 6 pessoas na capa;

-Não vá a shows em que os suspeitos façam passos ensaiados;

-Não compre nenhum cd em que a capa tenha nuvens ao fundo;

-Não compre nenhum cd que tenha vendido mais de um milhão de cópias no Brasil;

-Não escute nada em que o autor não consiga uma concordância verbal mínima.

Mas principalmente, duvide de tudo e de todos.

A vida é bela. Eu sei que você consegue. Diga não às drogas!
"

Luis Fernando Verissimo

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Aqui jaz... Corinthians!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Angus Young, Jimi Hendrix e... Zé da Silva!

terça-feira, 3 de maio de 2011

A morte de Bin Laden vs. 11 de setembro: as maiores fraudes do século XXI

Se você é um daqueles que acredita que a destruição das Torres Gêmeas em 11 de Setembro de 2001 foi obra de Osama Bin Laden, então não adianta nem ler este post, porque você também não irá acreditar que Osama Bin Laden continua mais vivo do que nunca.

O que ficou conhecido como o maior ataque terrorista da história e atribuído a Bin Laden não passou de uma grande farsa. Tecnicamente, o ato que matou cerca 3000 pessoas inocentes foi planejado, arquitetato e realizado dentro dos Estados Unidos por cerca de 300 pessoas, os chamados ILLUMINATI, que se julgam donos do planeta com a conivência do ex-presidente George W. Bush. Estes senhores, que mandam na economia americana e, em conseqüência, na economia mundial, só visam uma coisa: o lucro. E se para obter mais e mais lucro isto signifique o sacrifício de vidas humanas inocentes, que assim seja.

Para um governo que tem nas mãos o poder que os Estados Unidos têm e que são capazes de um ato como a destruição das Torres Gêmeas, fazer o mundo acreditar que eles mataram Osama Bin Laden é como pegar um ovo depois que a galinha fez o seu trabalho. Aí é só fritar.

Este é mais um fato de como nós, seres humanos normais, contribuintes, pais e filhos de famílias ordeiras, cidadãos que cumprem seus deveres com a sua pátria, somos presas fáceis no processo de manipulação das informações que atendam aos interesses corporativos e de grupos que dominam este nosso mundo cada vez mais globalizado e não menos bestializado.

Por quê Osama Bin Laden supostamente morreu? Aqui está o fio da meada. Barack Obama está mal nas pesquisas e os cerca de 300 picaretas que querem dominar o mundo querem que ele seja reeleito. Era preciso um fato impactante para reverter o processo e tornar Barack Obama num novo héroi ianque. Isto posto, a morte de Bin Laden foi considerada como este fato impactante e a partir daí o processo de planejamento da farsa da morte do dito terrorista foi iniciada.

A operação quase chegou a ser cancelada, porque como era uma farsa, não se tinha como “matar a cobra e mostrar o pau”. Como exibir o troféu da caça se ele não existe? Foi aí que alguém de extrema inteligência planejou dizer que o corpo seria jogado ao mar para seguir uma tradição muçulmana. E com base nisso, o plano seguiu adiante com fatos fraudados divulgados na imprensa mundial a partir de um comunicado oficial do principal beneficiado com a notícia: Mr. Barack Obama.

Assim como o ato irresponsável das Torres Gêmeas é cheio de falhas, pois não existe crime perfeito, esta fraude da morte de Bin Laden está cheia de provas que contradizem a sua veracidade.

Divulgaram vídeos do momento da invasão e conseqüente morte, tal qual fizeram com Saddam Hussein em 2006? Não!

Um quarto qualquer com manchas de sangue é prova de sua morte? Não!

Mostraram alguma foto ou registro qualquer do cadáver antes de jogá-lo aos tubarões mar adentro? Não!

Jogar o corpo ao mar é uma tradição muçulmana? Não. De acordo com a tradição, o corpo de um muçulmano deve ser lavado por homens de fé muçulmana e sepultado o mais rápido possível, de preferência nas primeiras 24 horas após a morte. Em geral, o cadáver é coberto por uma mortalha branca. Não há referência a mar. Isto foi feito? Não!

Conclusão: não há provas de que os Estados Unidos mataram Bin Laden. Trata-se de mais uma fraude de muita pouca inteligência bolada pela “pseudo-inteligência” americana a serviço da candidatura de Barack Obama, tendo como mandantes os 300 picaretas que querem dominar o mundo.

O que esses marqueteiros têm que entender é que não estamos mais vivendo na Idade Média. Como é que eles pensam que vão enganar bilhões de pessoas em todo o mundo com uma estória mal contada como esta? Se eles continuarem achando que a mídia tem todo esse poder, as pessoas vão acabar fazendo como a máxima popular: “Um dia li que fumar fazia mal e parei de fumar. Outra vez li que bebidas alcoólicas faziam mal e parei de beber. Posteriormente li que fazer sexo fazia mal e parei de ler.”

É o que vai acontecer. Se sua mente não te entorpecer, encarará esses fatos como apenas mais duas farsas dos ditos moralistas da terra do Tio Sam e seus comparsas mundo afora.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Um casamento real surreal

29 de abril de 2011, dia do casamento do príncipe William com a plebéia Kate Middleton. A humanidade nos quatro cantos do planeta já está e vai continuar a ouvir falar sobre este assunto e seus detalhes à exaustão, numa grande cobertura jornalística agendada pela mídia internacional.

O circo (a expressão faz um certo sentido, já que trata-se de uma palhaçada, ainda mais por ser o próprio contribuinte inglês quem arcará com os custos) montado para a ocasião será motivo de notícia por causa dos olhos do príncipe, da destacável simetria do corpo da noiva, do roteiro por onde passará a carruagem, da cor do cavalo que a conduzirá, da lista de convidados, da decoração da abadia, do vestido exclusivamente desenhado para a celebração, enfim de qualquer gesto ou movimento, ainda que silencioso, dos nubentes.

Até que o casal real saia da Abadia de Westminster e desapareça uma secreta viagem de lua-de-mel, a idiotice vai continuar sendo transmitida mundo afora, repetindo a história de Lady Di, celebrando o casal real e despertando nas jovens plebéias ocidentais o sonho de um casamento maravilhoso com o príncipe encantado.

Desnecessário dizer que as coisas não são bem assim. Nem mesmo nas encantadas e ricas famílias reais, onde grande parte das relações é para inglês ver (literalmente!) e a mágica é tão fugaz quanto o da Gata Borralheira. Com direito a traições e lances jocosos como uma amante que escreve ao príncipe: "Quero ser o seu Tampax".

Na repetição do protocolo, conforme manda o ritual repetido há séculos, tem-se a leve impressão de estar vendo um filme repetido. No anterior, os personagens Charles e Diana viveram uma turbulenta relação que teve um fim trágico. Tirando a feiúra de Camila Parker Bowles e do príncipe Charles, parece mesmo coisa de cinema, que pode até ter um toque de ação e mistério: para evitar um escândalo real, o MI-5 tem a missão de assassinar a princesa e seu amante árabe, Dodi Al-Fayed, integrante de uma organização terrorista, que pretende destruir o Big-Ben. Perseguidos pelos agentes ingleses, acabam mortos quando o carro em que estavam capota em alta velocidade num túnel de Paris.

Interessante é que nos outros países onde ainda existem famílias reais, como Suécia, Espanha, Mônaco, Dinamarca, Finlândia, Japão, não se vê este tipo de espetáculo. São mais discretos. Vai ver estas outras realezas não se interessam pelos direitos de transmissão dos casamentos espetaculosos de seus sucessores nem fazem questão de se expor a tal ponto, estabelecendo uma relação com a mídia e com os plebeus do mundo diferente da britânica, que acaba por celebrizar e tornar pública situações que deveriam permanecer restrita às muralhas dos palácios.

Afinal, o que o casamento real tem a dizer às garotas pobres que se prostituem por alguns trocados com ingleses que fazem turismo sexual no Nordeste brasileiro? O que isso tem a ver com a realidade brasileira de jovens adolescentes viciados em crack? Por que esta imprensa imbecil tem que ficar divulgando este assunto mundo afora, como se todo mundo quisesse saber quem foi convidado para o casamento real? Que lógica existe nisso?

Portanto, desde já, leitor, boicote este assunto. Feche o jornal, desligue a TV, clique em outra página da internet, pule esse assunto. Dê um basta nesta idiotice para que os paparazzi não tenham que matar outro casal real num túnel qualquer por aí.

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ps.: em tempo, exemplo de como se fazer um casamento realmente popular!

sábado, 23 de abril de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O futebol e suas máximas

-Fluminense e Corinthians nunca ganharão um título sulamericano.

-A seleção brasileira sempre joga mal contra o México.

-O Atlético Paranaense sempre vence o Flamengo na Arena da Baixada e o Flamengo sempre vence o Atlético Paranaense no Maracanã.

-Fluminense nunca chega a uma final de turno do Carioca quando enfrenta um time grande na semifinal.

-Flamengo sempre é goleado no estado do Paraná.

-Qualquer time pequeno sempre rouba a vaga do Botafogo nas semifinais do Carioca.

-Em todo Juventude x Corinthians em Caxias do Sul tem neblina.

-Sempre que algum time sobe da Série B, já é considerado virtual rebaixado.

-O São Paulo sempre será eliminado na Libertadores por um clube brasileiro e esse time será o vice-campeão.

-O Atlético-MG sempre será eliminado pelo Botafogo em competições mata-mata.

-O Internacional é considerado todo ano o melhor elenco do Brasil, mas nunca ganha o Brasileirão.

-Não importa o adversário internacional que você pegue na Libertadores, eles sempre terão um Gonzales no time.

-Palmeiras e São Caetano só se enfrentam em mata-mata.

-Todo atacante dispensado no Flamengo, por pior que seja, vira carrasco em outro time.

-Ninguém nunca lembrará que Bangu e Bragantino já chegaram a uma final de Campeonato Brasileiro.

-Todo perna-de-pau joga bem no Grêmio.

-Fluminense e Vasco é sempre empate com gols bizarros.

-Rafael Moura só joga bem no time que você não torce.

-Toda seleção boliviana é composta por um camisa 10 chamado Vaca, um Suárez, um goleiro alto e mais oito jogadores exatamente iguais, ou seja, baixinhos, com cara de índio e de topete.

-O estádio próprio do Corinthians sairá do papel dentro de 3 anos desde 1953.

-Neneca só será apelido de jogador se este for goleiro e jogar em times do interior.

-Givanildo de Oliveira sempre será técnico de algum time de Pernambuco.

-O Bolton está sempre em 13º no Campeonato Inglês.

-Os Guaranis do Rio Grande do Sul sempre se enfrentam umas 8 vezes por ano.

-Aquele atacante fera meia-boca que jogou no seu time há uns 3 anos e depois sumiu, fatalmente está escondido no futebol português, mais precisamente no Belenenses.

-A torcida do Juventude sempre lotará o lado da arquibancada em que o time está atacando, deixando o outro lado vazio.

-Carlinhos Bala é sempre o artilheiro do campeonato pernambucano.

-O Juventude venderá seu centroavante (moreno e careca) para um clube coreano ou japonês e contratará um bem parecido (moreno e careca) para substituí-lo. Esse fará muitos gols de cabeça.

-Paulo Wanchope será o eterno homem-gol da seleção costarriquenha.

-Aquele jogador africano que você achava interessante e que está sumido há algum tempo, está sempre jogando na Inglaterra, mais precisamente no Portsmouth.

-Viduka e Kewell, mesmo depois de se aposentarem, continuarão fazendo gols pela seleção australiana.

-A seleção da Noruéga foi extinta depois da copa de 98.

-Lauro e Itaqui sempre jogarão no Juventude, mesmo depois dos 60 anos.

-Chevanton é o centroavante uruguaio bom que você nunca viu jogar.

-Lulinha, Saviola, Adu, Cavenaghi, Dentinho e Aimar sempre serão eternas promessas.

-Se algum time brasileiro chegar na final da Libertadores contra o Boca Jrs, perderá.

-Todos os times bolivianos, peruanos e colombianos que jogam a Libertadores têm a mesma escalação: Martínez; Pérez, Hidalgo, Díaz e Silva; Rodríguez, Álvarez, Cortez e Santos (brasileiro, craque do time, nunca jogou profissionalmente no Brasil); Gómez e Vera. Téc.: Álvaro Núñez.

-Se o Luciano do Valle ganhasse R$0,25 por cada nome de jogador que troca em suas transmissões, em 4 meses já estaria milionário.

-Cléber Machado sempre narra “Jã” em vez de Jean.

-A qualquer horário que você coloque na Rede Vida, estará passando um jogo de alguma divisão do Campeonato Paulista.

-O Bruno José Daniel, em Santo André, sempre está em reformas para ser o melhor estádio do Brasil.

-A Ponte Preta sempre tem um Raulen, Rudinei ou qualquer outro jogador com nome escroto como destaque.

-Galvão Bueno só narra partida de futebol quando for da seleção brasileira ou final de algum torneio importante.

-Luís Roberto sempre narra “Alexi” em vez de Alex.

-Na Copa do Mundo, apenas um jogador do time titular do Brasil não usa número de 1 a 11.

-O Grêmio sempre tem um argentino ou um uruguaio no elenco.

-Todo preparador de goleiros bate bem na bola.

-O Borussia Monchengladbach está sempre na lanterna do Campeonato Alemão e nunca é rebaixado.

-A Holanda sempre protagonizará o jogo mais emocionante do torneio que disputar.

-A Holanda sempre perderá o jogo mais emocionante do torneio que disputar.

-O Cruzeiro sempre tem um zagueiro chamado Luisão.

-O sueco Larsson tem 32 anos desde 94.

-Todo Marcinho é camisa 10.

-Toda partida de Copa Libertadores, Sulamericana, Recopa, Eliminatórias e até simples amistosos na América do Sul são apitados pelo árbitro Oscar Ruiz, inclusive em jogos simultanêos.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Bono Vox, mas pode chamar de Dunga

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sons que você não conhece... mas deveria!

Urgent - Running back

terça-feira, 29 de março de 2011

AC/DC: o mundo dos goleiros 'Antes de Ceni' / 'Depois de Ceni'

20 anos de Rogério Ceni no Morumbi. 13 anos batendo faltas e pênaltis para fazer 100 gols na carreira e na história. Campeão do mundo, da América, do Brasil, de São Paulo e do Morumbi. E isso irrita quem não é.

17 anos de Rogério defendendo a meta tricolor. “Meta” que é a palavra perfeita para definir o craque. Ele é um profissional que parece bater um tiro de meta já com o objetivo definido. Determinado. Para isso se prepara. Treina. Estuda. Pensa. Faz. E isso irrita quem não se compromete como ele.

Os 100 gols de falta e de pênalti não são acaso. São casos pensados. Treinados. Ele é daqueles que treinam até faltar luz no centro de treinamento. E por isso acaba sendo tão iluminado quando é necessário. Quando é preciso como Rogério na meta são-paulina. Ainda mais tricolor quando defendida pelo maior craque-bandeira da história do clube. E isso irrita quem não gosta dele e do São Paulo.

Rogério não dá bola porque ele não a larga. É daqueles goleiros que diminuem o tamanho do gol para os adversários. Com Rogério, no banco de 1993 a 1996, titular absoluto desde 1997, o São Paulo, se não ganhou tudo, foi quase tudo. E quase tudo parou nas mãos de Rogério, e passou pelos pés, pela cabeça, pelos dedos do líder incontestável. Para o bem e para o mal. E isso irrita.

Rogério não é perfeito, muito também por ser perfeccionista. Exige tanto que chega a irritar. E ao se irritar, cobra porque se cobra mais que tudo e que todos. E isso irrita.

Como algumas saídas de meta em forma da cruz que aprendeu com o ídolo Navarro Montoya (que os não poucos críticos reclamam que ele se ajoelha demais); como as adiantadas nos pênaltis; como a fome de jogar de qualquer jeito; como algumas cobranças de falta desnecessárias no passado; como algumas cobranças no elenco exageradas; como algumas cobranças da (e na) direção mal contornadas no vai-não-sai para o Arsenal em 2001, que quase acabou com parte dessa história impressionante; como algumas poucas falhas em momentos decisivos que acontecem com todos os mortais. Por mais imortal que ele seja no Morumbi. E isso irrita.

Ainda mais os adversários que querem ver os erros do mundo nas luvas de Rogério. Parte da empáfia assumida e juramentada e juvenalizada são-paulina passa pelo capitão, líder e exemplo. Mas repare em cada linha bem pensada, articulada e falada por Rogério. Na derrota, na vitória, Rogério está sempre lá para defender o São Paulo. Pode perder a linha, vez ou outra. Mas jamais a segurança que passa aos companheiros, aos rivais e à instituição. À família são-paulina e à família Ceni que defende fora de campo tão bem como ele segura as pontas e os trancos na meta. Neste mundo midiático, escancarado e escandalizado, Rogério preserva e se preserva com categoria. Não se perde na noite e ganha o dia. E isso irrita.

Porque ele é diferente. Não apenas por fazer defesas como poucos na história do clube, não apenas por fazer gols como ninguém na história do futebol. Se Rogério pensa muito bem no que fala e no que faz, não pensa em ser lembrado e admirado como um ídolo de todas as torcidas. Rogério é tão são-paulino que tem o compromisso com o São Paulo. Só. De ser feliz e amado pelos tricolores. Só. E não faz questão de ser o ídolo que merecia ser de todos os torcedores. E isso irrita.

Como devem se irritar os não-são-paulinos que não puderam ver o Liverpool campeão do mundo porque Rogério segurou todas as bolas do massacre na final de 2005. A falta na gaveta de Gerrard que Rogério defendeu como se fosse um Ceni. O chute cruzado num bolo de gente que Rogério defendeu como se fosse um Ceni. As defesas daquele que foi tudo no Japão como se fosse um Ceni. E ainda foi o artilheiro do São Paulo na campeoníssima temporada de 2005 como se fosse um Ceni. E isso irrita.

Um ano depois de Rogério chorar como criança quando eliminado pelo Once Caldas, na semifinal da Libertadores de 2004, em Manizales. Quando pensou que não conseguiria mais (re)conquistar o que já havia ganho como reserva do imenso Zetti. Digno sucessor da escola tricolor de Valdir Peres, Sérgio Valentim, José Poy. Grandes, imensos goleiros debaixo das traves, em toda a grande área. Mas nenhum, no São Paulo, senhor de todas as áreas como Rogério. E isso irrita.

Talvez Rogério não seja mais goleiro que outros goleiros tricolores. Talvez Rogério não seja o maior craque entre tantos craques e gênios são-paulinos. Talvez outros raros tricolores tenham sido tão são-paulinos quanto ele. Mas não há ídolo como Rogério Ceni. Como diz com muita razão e enorme paixão o são-paulino, todos os times têm um goleiro. Só o São Paulo tem Rogério Ceni. E isso não se imita.

sábado, 26 de março de 2011

Whitesnake - The Definitive Collection (2006)

1. Don't Break My Heart Again
2. Walking In The Shadow Of The Blues
3. Ain't No Love In The Heart Of The City
4. Ready An' Willing
5. Slide It In
6. Love Ain't No Stranger
7. Slow An' Easy
8. Fool For Your Loving ‘89
9. Judgement Day
10. The Deeper The Love
11. Now You're Gone
12. Looking For Love
13. Give Me All Your Love
14. Is This Love
15. Here I Go Again ‘87
16. Still Of The Night
17. Pride And Joy
18. We Wish You Well
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sábado, 19 de março de 2011

Em busca das migalhas de Obama

O tempo é o senhor absoluto das verdades. Para o bem e para o mal. Há menos de meio século, uma turma bradava nas ruas palavras de ordem contra o que era chamado de “imperialismo norte-americano”. Em nome de causas como essa, milhares foram submetidos às mais atrozes torturas nos porões sombrios da linha dura. Outras centenas deram as próprias vidas. De lá pra cá, uma ala dessa turma ascendeu ao poder e hoje refastela-se no conforto da amnésia política e da subserviência crônica e cultural. Como presente de Páscoa, renderão ao Brasil um espetáculo de puxa-saquismo nos próximos dias, durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, portador das mais obscuras intenções possíveis.

Ao que tudo indica, Barack Obama, tal qual um coelhinho, só vem ao Brasil para distribuir seus ovos de Páscoa, posar de bonito nas fotografias e tentar azeitar algum negócio com os tupiniquins, visando apenas seus próprios cofres hoje tão precários. A famigerada compra dos caças e o carinho petista com o Irã são algumas delas. Ou alguém ainda acredita que o ex-pop star virá ao Brasil para anunciar o fim da bitributação de empresas brasileiras nos Estados Unidos ou a extinção das barreiras protecionistas que dificultam a entrada dos nossos produtos no mercado norte-americano? Santa ingenuidade.

Ainda assim, muito além da deferência a uma visita oficial de um chefe de Estado, politiqueiros de toda espécie disputaram a tapa a inclusão de seus feudos no roteiro do passeio de Obama. Como sempre, Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro e gandula-mor da administração “lulo-petista”, conquistou o direito de dar palanque ao presidente norte-americano. Em alvoroço, as comunidades pseudo-pacificadas querem seu lugar ao sol e sonham ver Obama subindo suas ladeiras. É como bem diz o historiador econômico norte-americano David Landes, simples e direto, a propósito de o mundo ser dividido em três tipos de nações: “Há aquelas em que as pessoas gastam muito dinheiro para não aumentar de peso, aquelas em que as pessoas comem para viver e aquelas que não sabem de onde virá a próxima refeição”. Como o pão está curto e caro, fiquemos, pois, apenas com o circo. Tiririca está aí para ilustrar tal metáfora.

E a tenda vai estar bonita no Rio de Janeiro nos próximos dias. Barack Obama fará um discurso com uma retaguarda de 2550 bajuladores a contemplar-lhe os fundilhos. Divididos por estamentos, óbvio. 50 “supervips” ficarão posicionados bem pertinho do presidente norte-americano, os chamados papagaios de pirata; outros 500 “vips” estarão um metro atrás; e 2000 convidados ilustres – um pouco menos “vips” – ficarão ao fundo, bem atrás. Um espetáculo que deve custar alguns milhões de reais ao Estado que chora pitangas e não consegue concretizar, por exemplo, a ajuda humanitária às vítimas das tragédias dos últimos dois anos país afora. Mas está tudo certo. Para uma população que legitima um governo estadual fundado em factóides midiáticos e operações carnavalescas, está ótimo.

Resta saber quem serão os privilegiados que receberão os ovos de Páscoa de Barack Obama. Falta-nos um Superman com olhar de raio-x, capaz de radiografar o presidente norte-americano no momento do discurso. Acredito que o filme revelaria uma abundância de bocas a tentar lambiscar o presente. O resto é bobagem.

domingo, 13 de março de 2011

terça-feira, 8 de março de 2011

E se a Gaviões da Fiel homenageasse Pelé no Carnaval?

O carnaval acabou, mas meus ouvidos ainda escutam um zumbido. Explico: é que um bloco carnavalesco achou por bem eleger a rua em frente à minha casa como sua sede, de modo que o baticum perseguiu-me durante todos os dias e, pior, noites do reinado de Momo.

Por conta disso, meus sonhos foram confusões carnavalescas.

Vi-me morrendo afogado em um mar de confetes e enforcado por serpentinas. Sem falar nos devaneios eróticos, em que Grazi Massafera misturava-se a Ana Hickmann, Sabrina Sato a Kelly Key, e, misteriosamente, Preta Gil à águia da Portela.

Mas o mais curioso foi que sonhei que uma escola de samba, a Gaviões da Fiel, fazia um belo desfile que contava a vida de Pelé.

Na comissão de frente, como não poderia deixar de ser, vinham Dorval, Mengálvio, Coutinho e Pepe acenando para a torcida. Zito, é claro, era o diretor de harmonia. E Gilmar, o mestre da bateria.

Depois vinham três alas relativas às cidades onde o Rei jogou. A primeira era formada por homens fantasiados de bauru. Nota para as esvoaçantes folhas de alfaces amarradas aos braços dos foliões, transbordando dos sanduíches e dando leveza às fantasias.

A ala “Santos, Sempre Santos” era formada por umas cem pessoas, cada uma fantasiada de um santo diferente. O destaque, obviamente, era São Jorge, que vinha montado em um imenso dragão.

Depois veio a ala “Niuiorque, Niuiorque”, onde todos estavam vestidos como a Estátua da Liberdade. Só que, em vez de tochas, seguravam bolas. E vestiam a camisa do Cosmos.

A segunda maior ala em tamanho foi a “Ala dos Mil Gols”, e ela era formada por nada menos do que mil pessoas, cada uma representando um dos gols de Pelé. Em tamanho, a “Ala dos Mil Gols” só perdeu para a “Ala das Ex-Namoradas”, composta pelas próprias.

Falando em mulheres, o “Bloco das Xuxas” fez muito sucesso. Era formado apenas por homens, todos usando imensas perucas loiras. Seguindo o “Bloco das Xuxas”, vinham o mestre-sala e a porta-bandeira, Robinho e Marta, que faziam malabarismos com a bola.

A “Ala dos Novos Pelés” comoveu o público. Era formada por crianças vestindo a camisa 10 e por Cláudio Adão, o único “novo Pelé” que deu mais ou menos certo.

As baianas vinham com vestidos imitando meia bola, causando um bonito efeito quando vistos de cima, parecendo dezenas de bolas a girar.

Uma ala de muito bom humor foi a “Sonho Corintiano”, que trazia seus foliões todos engessados.

Pelé, o próprio, vinha dentro de uma gigantesca Taça Jules Rimet de dez metros de altura, e lá embaixo os integrantes da escola estavam vestidos como a própria taça.

Mas, de repente, numa curiosa coreografia, de dentro do grande troféu saíam homens vestidos de ladrões e carregavam as mulheres fantasiadas de taça.

O carro alegórico que trazia seu filho Edinho numa prisão foi considerado de gosto duvidoso, assim como o bloco que homenageava o Pelé cantor, composto somente por integrantes surdos.

Talvez a ala mais engraçada tenha sido a “Exame de DNA, Oba!”, que falava dos filhos ilegítimos do Rei. A fantasia era simples, mas interessante: todos os componentes usavam apenas fraldas e uma máscara de Pelé.

Um humor um tanto ácido, é verdade, mas há que lembrar que o desfile foi bolado pela Gaviões.

Só não me lembro muito bem do samba-enredo, mas acho que se utilizava da melodia de uma conhecida marchinha de Carnaval e começava com algo como
Doutor, eu não engano, quando criança fui corintiano...

sexta-feira, 4 de março de 2011

A verdadeira face do Carnaval

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sons que você não conhece... mas deveria!

Paul Laine - Dorianna

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Artista da vez - PINK FLOYD

país: Inglaterra
gênero: rock progressivo
integrantes:
David Gilmour (vocal e guitarra)
Syd Barrett (vocal e guitarra)
Roger Waters (vocal e baixo)
Richard Wright (teclado)
Nick Mason (bateria)

histórico: Em 1965, o rock n’ roll já não era mais o mesmo da década de 50. As músicas descompromissadas, arranjos simples e letras bobas sobre amor, garotas e carros estavam dando lugar a algo mais elaborado.

Os Beatles já haviam abandonado as baladinhas adolescentes e compunham trilhas sonoras até então nunca gravadas. Nessa época as letras políticas de Bob Dylan eram os lemas da campanha contra a guerra do Vietnã e faziam parecer irresponsável a música executada apenas com propósito de diversão. As letras românticas dos primeiros tempos começavam a dar lugar ao lema sexo, drogas e rock n’ roll.

Neste cenário de mudanças rápidas, começou a surgir o movimento chamado de rock progressivo (ou progressista), marcado por letras profundas, músicas relacionadas entre si, arranjos complexos, instrumentos exóticos e acima de tudo muito experimentalismo. O que mais caracterizava o rock progressivo era a tentativa de não se prender a nenhum estilo ou regra pré-determinados. Há controvérsias sobre qual teria sido o marco inicial do movimento progressivo. Alguns afirmam terem sido os Beatles, com o disco “Sgt. Peppers”, os primeiros a abordarem o rock como algo mais além de simples diversão. A maioria, porém, aponta o Pink Floyd, com seu álbum “The Piper At The Gates Of Dawn” como o precursor do movimento.

O embrião do que viria a ser uma das mais influentes bandas da história foi o grupo Sigma 6, formado por Roger Waters, Rick Wright e Nick Mason, na época alunos da Faculdade de Arquitetura de Cambridge. Como é comum a toda banda iniciante, o estilo ainda não era definido, variando do rock ao folk, e as mudanças de formação eram constantes, assim como as mudanças no nome da banda (Abdabs e T-Sets). A grande virada da banda ocorreu quando se juntou a ela Roger “Syd” Barrett, que havia estudado com Roger Waters na Cambridge High Scholl. Foi de Barrett a idéia do nome Pink Floyd Sound, mais tarde abreviado para Pink Floyd. O nome era uma homenagem aos blues-men Pink Anderson e Floyd Council, influências de Syd.

Syd Barrett era muito mais do que apenas músico. Movido por inspiração e LSD, Syd era compositor, poeta, pintor e artista performático. Planejados e comandados por ele, os shows do Pink Floyd eram muito mais do que apenas espetáculos sonoros. Usando truques simples de luz e projeção de slides, o Pink Floyd tentava reproduzir em palco os efeitos de viagens alucinógenas e segundo muitos conseguia. Os shows iniciais dirigidos a um público underground composto de poetas e ativistas políticos rapidamente chamou a atenção da indústria musical. O Pink Floyd ajudava a inaugurar o rock experimental e cunhava o termo psicodelismo para definir o seu estilo de música.

O grupo é logo contratado por uma pequena gravadora, a Thompson Records, e grava um single com as músicas “Lucy Leaves” e “I'm A King Bee”, que teve uma excelente aceitação. Os apreciadores do Floyd não eram mais apenas fãs de sua música e passavam aos poucos a ser como que seguidores de uma doutrina, seguindo a banda aonde quer que ela fosse. A EMI, que havia a poucos meses classificado o trabalho da banda de experimental demais, rapidamente os contratou. A banda começou no estúdio Abbey Road a gravação de seu primeiro álbum. Curiosamente, no mesmo estúdio e na mesma época, os Beatles gravavam o disco “Sgt. Peppers”. Nos corredores do estúdio foram compartilhadas drogas e opiniões musicais. Os discos resultantes, “Sgt. Peppers” e “The Piper At The Gates Of Dawn”, disputam entre si o título de marco da estréia do rock como obra de arte.

O sucesso do disco de estréia é atribuido principalmente à mente genial de Syd Barrett, responsável pelos arranjos de estrutura indefinida, cheio de nuances e completamente imprevisíveis. A linha que limitava a genialidade e a loucura de Syd Barrett porém se tornava mais tênue a cada momento. Problemas mentais provenientes de uma infância conturbada se agravaram em virtude do uso excessivo de alucinógenos e Syd Barrett começou a apresentar um comportamento algumas vezes esquizofrênico e algumas vezes alienado. A situação se agravou até o ponto em que Syd não conseguia mais tocar ou compor e se limitava no palco a tocar um único acorde e olhar para um ponto perdido no espaço. Foi convidado então para preencher o espaço na banda o vocalista e guitarrista David Gilmour, antigo companheiro de escola de Roger Waters e Syd Barrett.

Com Syd Barrett ainda oficialmente na banda embora não mais participasse dela ativamente, foi lançado o álbum “A Saucerful Of Secrets”. Ao contrário do que se podia esperar, apesar de não contar com a participação integral de seu criador e principal articulador, o Pink Floyd se saiu muito bem. Aos poucos, Syd Barrett é deixado de lado até ser definitivamente desligado da banda. Esquecido, Syd levou desde então uma vida comum, morando com a mãe e se dedicando a hobbies como pintura e jardinagem.

O prestígio da banda cresce nos anos seguintes com os discos “Ummagumma”, “Atom Heart Mother” e “Meddle”, além das trilhas sonoras para dois filmes, “More” e “Obscured By Clouds”. O comando da banda havia sido assumido aos poucos com maestria por David Gilmour, que dividia com Roger Waters a responsabilidade de compor as músicas da banda.

Em 1973, a banda grava “The Dark Side Of The Moon”, um dos álbuns mais bem sucedidos da história, que viria a permanecer mais de 20 anos entre os mais vendidos. Até os dias de hoje, é o terceiro álbum mais comercializado de todos os tempos, com cerca de 45 milhões de cópias vendidas. Com este disco o Pink Floyd prova definitivamente que não dependia apenas do gênio de Syd Barrett e supera em todos os aspectos a obra prima que fora o primeiro disco. A EMI chegou a construir fábricas para fabricar exclusivamente este disco, que marca uma fase de trabalho conjunto e harmonia entre os membros da banda.

Segue-se “Wish You Were Here”, um trabalho conceitual e um verdadeiro tributo a Syd Barrett. O tema da ausência é o pretexto para indiretamente homenagear e analisar o gênio louco. Curiosamente durante as gravações deste disco, Syd Barrett compareceu ao estúdio, gordo, sujo e careca, com uma imagem tão degenerada que custou a ser reconhecido pelos companheiros.

“Animals”, de 1977, inaugura a fase de protesto político-social da banda e também marca o início de um predomínio de Roger Waters sobre os outros músicos. O disco é baseado na peça teatral “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell e retrata as contradições e injustiças da sociedade capitalista.

Durante as gravações de “The Wall”, em 1979, surgem os primeiros atritos entre os membros, com Roger Waters tomando para si o controle da banda. “The Wall” era um tratado sobre a solidão e sobre o poder esmagador do sucesso, mas era antes de tudo uma auto-biografia do que Roger Waters se supunha ser. A obra, logo tachada de ópera-rock, seria lançada também em forma de filme.

Com o álbum “The Final Cut”, de 1983, agravam-se os problemas de relacionamento entre os membros, com Roger Waters tendo despedido Rick Wright e relegado os outros componentes da banda a pouco mais do que músicos de estúdio. Waters compôs o conceito e praticamente a totalidade das músicas, além de ter sido o responsável por todos os vocais. O álbum na realidade deveria ser um trabalho solo, mas a gravadora achou que seria mais lucrativo lançá-lo como trabalho da banda.

Brigas entre os componentes restantes levaram Roger Waters a anunciar o fim do Pink Floyd em 1986. Seguiu-se uma longa batalha judicial entre os advogados de Roger Waters e David Gilmour. A justiça decidiu que o nome da banda não pertencia a Roger Waters. Rick Wright foi trazido de volta e em 1987 foi lançado “A Momentary Lapse Of Reason”. Segue-se o segundo disco ao vivo da banda, “Delicate Sound Of Thunder”.

Em 1994, num clima de volta triunfal, após alguns anos sem gravar e sem se apresentar ao vivo, a banda volta com “The Divison Bell”, disco que teve excelente aceitação por parte da crítica e do público. Pouco mais tarde, em 1995 é lançado “Pulse”, uma outra gravação ao vivo.

“Is There Anybody Out There” é lançado no final de 1999, e se trata de mais um disco ao vivo, que apesar dos boatos de serem da mais recente turnê, segundo David Gilmour, é na verdade, da turnê de “The Wall”, gravado entre 1980/1981.

Após anos sem material novo de estúdio, o Pink Floyd some, deixando em aberto uma possível volta que seria aguardada por muito tempo, várias vezes anunciada mas nunca concretizada.

Em julho de 2005, para delírio de milhares de fãs ao redor do mundo, o Pink Floyd volta a tocar ao vivo e com sua formação original (exceto Syd Barrett). O show se deu, juntamente com os de muitos outros artistas, em Londres, em prol da absolvição da dívida externa dos países pobres da África, no festival “Live 8”, organizado pelo amigo particular de Roger e David, Bob Geldof. A banda tocou clássicos como “Wish You Where Here”, “Money” e “Confortably Numb”. David Gilmor e Roger Waters mal trocaram olhares durante as músicas.

Em 7 de julho de 2006, Syd Barrett falece aos 60 anos, vítima de diabetes. Em 15 de setembro de 2008, o tecladista Richard Wright também vem a óbito em virtude de câncer, pondo um fim no sonho de um possível retorno da banda.

Em entrevista concedida em 2006, Gilmour indicava o fim do Pink Floyd, declarando que o célebre grupo não produzirá qualquer novo material, nem voltará a reunir-se novamente. No entanto, a possibilidade de se fazer uma apresentação similar ao “Live 8” não foi descartada.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Um fenômeno chamado Ronaldo

Não é verdade. Ronaldo não parou de fazer gols. Porque ele é artilheiro, o maior das copas. Ele é goleador. É Ronaldo. Não precisa parar com a bola, ainda que viesse parando a cada gol perdido, a cada lance não corrido, a cada jogo que empurrava com a barriga.

Ronaldo não parou com a bola. Nem ela parou com ele. É mentira. Como só pode ser história da carochinha o cara ter ficado quase 2 anos parado com o joelho detonado e voltar como campeão do mundo e artilheiro da copa de 2002. É coisa de cinema. E foi cinematográfica como aquelas jogadas de vídeogame, aqueles gols de futebol de botão, aqueles jogos que pareciam virtuais pelo Cruzeiro, PSV, Barcelona, Internazionale, Real Madrid, Milan e Corinthians. E obviamente, pela seleção brasileira.

Não se sabe se Ronaldo decidiu na hora certa a saída de campo. Mas sabe-se que, no gramado, desde 1993, para não escrever desde 1863, quase ninguém decidiu melhor que o Fenômeno. Tão fenomenal que valia quanto pesava mesmo quando, a partir de 2004, teve de brigar com rivais, quilos e línguas malignas. Nenhum outro gênio teve de driblar tantas lesões quanto ele.

Campeão do mundo com 17 anos sem jogar. Vice-campeão do mundo absurdamente escalado depois de ter convulsionado no dia da final. Penta e artilheiro em 2002. Um dos que se salvaram ao final das contas em 2006. Um que mais uma vez goleou críticos e cricris ganhando o Paulistão invicto e a Copa do Brasil em 2009. Um que trouxe muito dinheiro aos clubes onde passou. Um fenômeno também no marketing.

Pelos últimos meses, Ronaldo deveria ter parado, se é que já não havia parado. Por todos esses 18 anos de carreira, Ronaldo será sempre eterno. Precisa ser respeitado e admirado. Até quando pisou na bola, muito mais fora que dentro de campo, Ronaldo sempre foi mais humano. Mais humilde. Mais fenomenal.

Um marco que virou marca. O primeiro e maior dos Ronaldos. Um mito que, neste planeta um dia habitado por Pelé, foi o maior dos craques e dos cracketings. Gênio da bola e das boladas.

Dizem que não soube a hora de parar. E, por acaso, alguém sabe? Certamente não os que o aposentavam na Seleção depois de 1998 por suposta “falta de espírito de decisão”. Certamente não os que o achavam uma lata velha e enferrujada em 2002. Certamente não os que não quiseram ver a evolução dele durante a Copa de 2006. Certamente não os que achavam que não daria certo no Corinthians de 2009. Certamente não os que acham que futebol é apenas matemática e medicina.

Ronaldo driblou a medicina e fez números que nem a matemática soube calcular. Nem as finanças sabem contabilizar o que ganhou e o que fez muita gente ganhar e sorrir escancaradamente.

A tristeza não é pelo modo como Ronaldo parou ou foi parado pela falta de modos. A dor é por saber que, gordo ou magro, velho ou jovem, parado ou correndo, a esperança de que dali sairia algo fenomenal ninguém vai ter mais. Porque poucos, na história, foram tão imprevisíveis quanto ele na previsibilidade de que, de algum jeito, a bola pararia no fundo da rede.

O previsível fim chegou. Não há quem não fique doído como os joelhos destroçados dele. A dor de imaginar quanto mais ele não faria se não fosse o peso das dores patelares dos últimos 12 anos e dos quilos a mais nos últimos 7. A dor de ter certeza que dali não vai mais sair gol.

Ronaldo é um fenômeno não pelo insólito e pelo inédito. Mas pelo fenômeno de ser sempre fenomenal.

Tente ser um mito com aquele peso sobre as costas e sobre as pernas. Tente fazer tudo que ele fez pelos clubes e pelo Brasil. Tente superar lesões e lesados. Tente ser Ronaldo. Tantos tentam. Tantos caem em tentações. Até ele. Mas, no final que chegou, só havia ele cruzando a linha fatal. Só havia um Ronaldo.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Egito, mais perto do que se imagina...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Gary Moore, a morte de um mito

As cordas das guitarras de todo o mundo estão tristes. O lendário músico norte-irlandês Gary Moore faleceu nesse domingo aos 58 anos (04.04.1952 - 06.02.2011), vítima de um ataque cardíaco enquanto dormia em um hotel em Estepona, na Espanha. Ele passava férias no país ibérico.

Um dos maiores guitarristas de sua geração, Moore começou sua carreira profissional na adolescência. Ele tinha apenas 16 anos quando se mudou de Belfast para Dublin em 1969, para juntar-se ao Skid Row, originalmente uma banda de quatro membros que tinha Brush Shiels no baixo, Nollaig Bridgeman na bateria e Phil Lynott como vocalista, assim como Gary na guitarra.

Logo depois, Phil Lynott foi posto de lado, com Brush e Gary dividindo os vocais, fazendo do Skid Row um power trio do tipo que estava na moda na época, seguindo o sucesso de Rory Gallagher’s Taste e de Jimi Hendrix Experience. O Skid Row assinou contrato com a CBS Records e lançou dois discos, “Skid” em 1970 e “34 Hours” em 1971.

Adepto do blues, hard rock e jazz, Moore era também um guitarrista melódico soberbo e apareceu em muitos outros discos irlandeses em participações especiais, incluindo gravações do Dr. Strangely Strange, entre outros. Ele foi chamado para juntar-se ao Thin Lizzy por Phil Lynott para substituir Eric Bell, antes da formação definitiva de quatro membros da banda, com Scott Gorham e Brian Robertson nas guitarras.

Entretanto, no disco “Nightlife” de 1974, ele tocou o solo extraordinário de “Still in love with you”, que se tornou uma das faixas mais memoráveis da banda e uma eterna favorita para ser tocada ao vivo. Gary retornou brevemente ao grupo, quando Brian Robertson foi descartado para uma turnê pelos Estados Unidos em 1977. Moore também apareceu no disco “Black Rose”, lançado em 1979.

Seu relacionamento com o vocalista e compositor Phil Lynott era altamente competitivo e havia freqüentes desentendimentos entre eles, mas eles permaneceram como parceiros musicais. Enquanto permaneceu como parte do grupo, Gary Moore teve sua própria banda, alternando entre o hard rock e o metal, influenciado por jazz e o blues. O primeiro disco de sua banda foi lançado em 1973. Nos últimos anos, ele tinha retornado a suas raízes, primeiro com o lançamento de “Still got the blues” em 1991 (contendo a música homônima, tida como um dos maiores solos de guitarra da história) e depois com “Back to the blues”, em 2001. Ao todo, ele lançou 20 discos de estúdio, assim como 6 compilações ao vivo, incluindo o dvd “Live At Montreaux”.

Certamente, o mundo da música perde um dos maiores gênios da guitarra. Que Gary Moore continue a dedilhar seus acordes onde quer que esteja!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Futebol e o poder dos 'nanicos'

- Alô, é da Libertadores?
- Sim! Quer falar com quem?
- Com o Corinthians. Ele está?
- Olha, ele passou por aqui, mas nem chegou a entrar...

domingo, 30 de janeiro de 2011

A maldita cultura dos ignorantes

domingo, 23 de janeiro de 2011

Journey - Greatest Hits Live (1998)

1. Don't stop believin'
2. Separate ways (worlds apart)
3. After the fall
4. Lovin' touchin' squeezin'
5. Faithfully
6. Who's crying now
7. Anyway you want it
8. Lights
9. Stay awhile
10. Open arms
11. Send her my love
12. Still they ride
13. Stone in love
14. Escape
15. Line of fire
16. Wheel In the sky
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