sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Crônicas de Ano Novo

Todo fim de ano é a mesma coisa. No dia 31, muitas pessoas são tomadas por uma emoção contagiante, que provoca muito mais intranqüilidade, angústia e ansiedade do que propriamente a alegria de viver uma grande festa.

Espera-se que, ao transcorrer a noite do último dia do ano, o mundo renasça, trazendo melhores dias, cheios de paz. Espera-se encontrar um novo amor, arranjar aquele emprego, conseguir pagar todas as dívidas. Planejamentos radicais nos sugerem pôr o passado a limpo. Expectativas muito altas carregam em seus pacotes o peso da esperança.

Por que se deixar levar por um simples decreto de calendário e acreditar que, a partir de 1º de janeiro, as coisas deverão mudar?

Por que escolher o último dia do ano, como se fosse o último de nossa vida, pra fazer um verdadeiro balanço dos bons e maus momentos vividos?

Por que nos dias das grandes festas, as tristezas são lembradas com mais intensidade? Por que não festejar as vitórias mesmo que tenham sido poucas?

Quanta pena tem de si mesmas as pessoas com tendência a se sentirem vítimas do destino!

O réveillon é um dia só. Ou melhor, é uma noite só!

E, no entanto, é capaz de causar tanto estrago na mente sofredora daqueles que têm o costume de rever o lado ruim do passado.

Você dorme num dia e, se estiver vivo, acordará no outro como acontece todos os dias e verá que tudo continuará igual. É a rotina.

Se você tiver equilíbrio emocional, repare que aquela imagem que está lá fora, na sua frente, continua lá. Aquele sol brilhante se abriu, como sempre se abre nos dias ensolarados; a chuva continua a cair, se assim tiver de ser, nos dias chuvosos de verão.

O que mudou? Você mudou?

Em qualquer dia do ano surge um novo amanhecer e com ele as chances de novas conquistas.

Precisamos praticar a mudança de hábitos. Todas as manhãs, ao abrirmos nossos olhos, devemos dar bom dia ao dia que nos é presenteado, pois ele poderá ser o dia da mudança.

Se não buscarmos as mudanças necessárias, tudo continuará como sempre. E não vai ser no dia 31 de dezembro que a transformação se fará por força do calendário.

Muitos passam réveillons em festas, observando pessoas felizes, de "caras limpas" e tantas outras de olhares tristes, sorrisos de retrato e com copo na mão. A noite do dia 31 parece ter algo que nenhuma outra talvez tenha.

Apesar disso, as mudanças e planos almejados podem mais do que perfeitamente acontecer numa tarde qualquer de março ou numa manhã qualquer de outubro. Porque esperar todo um ano?

Chega de fazer parte dessa imensa legião, que obedece às leis dos homens e segue à risca os dogmas de uma sociedade que pensa em bloco. O calendário é feito de folhas de papel.

O bom disso é que todos os dias podemos virar a página.

“Para você ganhar belíssimo Ano Novo, cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido), para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior); novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanhe ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (Planta recebe mensagens? Passa telegramas?), não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo. Eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.” Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A magia do Natal

Chegamos naquela época do ano onde ouvimos a todo instante: "de novo chegou dezembro, como o tempo passou voando". Os shoppings e centros de comércio estão abarrotados de gente, os supermercados com filas intermináveis, as ruas estão decoradas com inúmeros enfeites e nota-se muita correria. Pessoas se movimentando para lá e para cá em um ritmo frenético, lutando contra os seus relógios, em prol de conseguir fazer tudo o que desejam.

Crianças são questionadas sobre o que é o Natal para elas, e como não poderia deixar de ser, a resposta é sempre uma só: Papai Noel. Não vêem a hora de ganhar seus presentes tão aguardados, mesmo na maioria das vezes estes sendo entregues muito antes do dia 25 ou não sendo tão merecidos assim como prega a lenda de serem boas crianças durante o ano.

Neste auge de contradições, de consumismo exacerbado, paremos e refletimos por um instante. Será que esta data vem sendo comemorada como realmente deveria ou cada vez mais estamos nos deixando levar por uma inversão de valores?

O real significado do Natal é a lembrança do nascimento de Jesus Cristo. Na verdade, não só a lembrança, mas sim, o resgate a todas as dádivas que o mestre nos ensinou carinhosamente, como o perdão, a fraternidade, o amor, a humildade, a gentileza.

É fácil teorizar, o complicado é colocar em prática esta mensagem do bem, que tanto se afasta de nós nestas vidas tumultuadas que levamos hoje.

Mas, nunca é tarde para abrirmos nossos olhos e enxergarmos que o Natal deve se fazer presente o ano todo, não apenas no final de dezembro. Que o ano novo nada mais é do que uma oportunidade que temos de sermos diferentes, mas que não precisa começar necessariamente dia 1º de janeiro, pois podemos começar um novo ano e uma nova conduta dentro de nós hoje mesmo. Basta a gente querer isso.

Que olhemos o Natal como uma época de paz, harmonia entre as pessoas, proximidade com quem estivemos longe o ano todo, fraternidade a nossos irmãos sofredores, reunião com familiares queridos, alegria de uma forma geral.

Ruas iluminadas, luzes por toda a cidade, casas enfeitadas, pessoas mais dispostas a um abraço sincero, mesmo que este seja ainda apenas um por ano, mas ainda assim já é uma boa atitude, melhor do que nada.

Vamos aproveitar que esta é uma época que paira sobre o planeta uma atmosfera mais suave, mais doce, mais fraterna (daí o motivo de muitas pessoas ficarem emocionadas ou se sentirem mais sensíveis e felizes em dia de Natal) e sentirmos Jesus dentro da gente, nos voltando para a espiritualidade e agradecendo a tantas bênçãos recebidas, vitórias alcançadas, oportunidades concedidas.

Que saibamos enxergar o Natal brilhar exteriormente, mas também, que o deixemos brilhar dentro de nossos corações, acreditando em um mundo de paz, de esperança e em pessoas sinceramente mais felizes e mais humanas.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Trans-Siberian Orchestra - The Lost Christmas Eve (2004)

1. Faith Noel
2. The Lost Christmas Eve
3. Christmas Dreams
4. Wizards in Winter
5. Remember
6. Anno Domine
7. Christmas Concerto
8. Queen of the Winter Night
9. Christmas Nights in Blue
10. Christmas Jazz
11. Christmas Jam
12. Siberian Sleigh Ride
13. What is Christmas?
14. For the Sake of Our Brother
15. The Wisdom of Snow
16. Wish Liszt (Toy Shop Madness)
17. Back to a Reason (Part II)
18. Christmas Bells, Carousels and Time
19. What Child is This?
20. O'Come All Ye Faithful
21. Christmas Canon Rock
22. Different Wings
23. Midnight Clear

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domingo, 19 de dezembro de 2010

Ebriedade política

domingo, 12 de dezembro de 2010

A reverência ao mito da TV brasileira

Falar de Silvio Santos é muito complicado. São múltiplas faces dentro de uma mesma pessoa. O menino pobre que virou milionário. O pai e o marido. O radialista. O quase político. O apresentador e animador consagrado. O dono de emissora. O empresário. Ou simplesmente o brasileiro Senor Abravanel.

Isso o torna diferente? Talvez sim, talvez não. Silvio Santos consegue ser o melhor sem deixar de ser próximo ao povo, como se ainda o fosse aquela pessoa comum, que apesar de descender de imigrantes, é “coisa nossa”. O carioca malandro que cresceu na vida com seu jeito de negociar na rua, com a lábia que um dia seria fundamental para ser apresentador e empresário.

O que dizem de Silvio Santos? O maior apresentador de todos os tempos, uma das personalidades mais queridas da história do Brasil, um exemplo de vida. São clichês em todas as matérias tais qualificações. Clichês mentirosos? Claro que não. Mas trazem a ilusão que tais títulos e honrarias vieram com facilidade tal qual a de seu improviso. Não é o que os quase 50 anos de carreira de Silvio Santos nos ensinam. Foram 50 anos exercidos em múltiplos canais, passando pela Rede Globo, Tupi, Record e no seu SBT, todos com o recordista de tempo no ar "Programa Silvio Santos". Isso, para não falar da sua participação especial na novela Carmen, da Manchete, de Adolpho Bloch. Sim, até ponta de ator o Silvio já fez.

Esse Silvio que muitos consideram o maior apresentador e nem todos entendem. Ele brilha no palco sempre quando encontra alguém disposto a levar a sério o improviso do “vamos sorrir e cantar”. Até na política ele improvisou uma candidatura a presidente. O Corrêa, 26, era Silvio Santos, 26. Mas na política isso não deu certo. Certo mesmo é que se costuma dizer que a alma do auditório, a alma de um apresentador só pode ser sentida quando ele improvisa. Quem não se lembra das altas farras que Sérgio Mallandro e Silvio Santos comandavam no lendário “Show de Calouros”? E nos bate-rebates de Silvio com Maisa e Lívia Andrade no atual “Programa Silvio Santos”? Ou mesmo nos momentos sempre épicos de Silvio com Hebe na reta final das maratonas do “Teleton”? Não existe teleprompter, existe o jeito de fazer TV diferenciado de Silvio Santos.

“Mas ele ser um grande apresentador não o torna um grande homem”. É verdade. Mas a história de Silvio Santos nos ensina a ir além. Além do que é necessário para ser o normal. Silvio tem gratidão, apreço, humildade por quem trabalha com ele e pelo povo brasileiro. Desde 1998, Silvio Santos abre mais de 24 horas da grade de sua emissora para o “Teleton”, em prol das pessoas com necessidades especiais. Quando Flávio Cavalcante morreu, ele tirou a emissora do ar, em sinal de respeito. Dercy Gonçalves tinha salário vitalício no SBT pelo carinho tido por ela. O seu Silvio que devolveu todas as escrituras dadas em garantia por Manoel de Nóbrega e fugiu para que Carlos Alberto não precisasse o agradecer por isso. O Silvio que trouxe um especialista alemão para dar uma perna mecânica a Wagner Montes é o mesmo que ensinou Raul Gil que se deve pagar todos os impostos e nunca sonegá-los.

O sorriso dos brasileiros não seria o mesmo se Silvio não tivesse se recuperado das cordas vocais na década de 80. O que seria de nós sem anos áureos de “Topa Tudo por Dinheiro”, “Show do Milhão”, “Em Nome do Amor” e “Porta da Esperança”? Se na economia temos o fator-chave do risco-país, na TV brasileira temos, sem dúvida, o risco-Silvio Santos. Como ficará a TV e, principalmente os domingos, sem Silvio Santos? Todos nem querem imaginar a resposta. O ritmo de festa do domingo não teria a leveza das marchinhas compostas por Manoel Ferreira ao sabermos que Silvio Santos não vem mais aí.

Quando Arlindo Silva resolveu escrever “A Fantástica História de Silvio Santos” ele não exagerava em nada ao fazer constar a palavra “fantástica”, apesar de se parecer com “nome feio”, como o apresentador costuma dizer. Contudo, sua história não dá para ser contada pronta e acabada. É uma rica mutação de situações, um homem que chega aos 80 anos dando uma aula ao povo brasileiro de ética ao preferir perder seus bens do que perder a honradez de seu nome perante o público.

Pode-se falar mais e mais e ainda não se terá uma definição para aquele que chamamos de Silvio Santos. Silvio pode ser definido como um homem que não se deixou levar pela TENTAÇÃO do TOPA TUDO POR DINHEIRO conseguido na carreira, nunca tendo deixado de dizer a verdade, NADA ALÉM DA VERDADE. Visionário, abriu a PORTA DA ESPERANÇA para GENTE QUE BRILHA Brasil afora e sua vida pessoal é marcada pela leveza e simplicidade de um DOMINGO NO PARQUE. Silvio não fez de sua trajetória um SHOW DO MILHÃO, pois sabia que a vida é cheia de TOPA OU NÃO TOPA e as opções desonestas eram a de UM GRANDE PERDEDOR. Podemos dizer que EM NOME DO AMOR pelo seu trabalho, fez do SBT, entre artistas e anônimos, uma CASA DOS ARTISTAS, pois ali estava um verdadeiro JOGO DAS FAMÍLIAS. Por isso tudo, ele é nosso REI, MAJESTADE maior da nossa televisão.

Dizem que nunca se pode dizer nunca. É algo como um tabu, que sempre pode ser quebrado. Mas talvez esse seja o mais difícil dos “nuncas” a ser quebrado. Alguém algum dia vai superar Silvio Santos? Impossível. A trajetória de vida e de TV desse cidadão brasileiro é insuperável. Algo que, felizmente, para todos nós, não precisou repetir Getúlio Vargas na sua carta-testamento ou Van Gogh, na sua história pessoal, em sair da vida para entrar para a história.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Quem fala o que quer...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Missão centenário, a atualização final!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A saga de um processador obsoleto

domingo, 28 de novembro de 2010

Europe - Rock The Night, The Very Best Of (2004)

cd 1
1. Rock the Night
2. Superstitious
3. I'll Cry for You (acoustic)
4. Cherokee
5. Stormwind
6. Sweet Love Child
7. In the Future to Come
8. Here Comes the Night
9. Sign of the Times
10. Dreamer
11. Seventh Sign
12. Yesterday's News
13. Got Your Mind in the Gutter
14. Ready or Not
15. Aphasia (instrumental)
16. Time Has Come (live)

cd 2
1. The Final Countdown
2. Halfway to Heaven
3. Open Your Heart
4. Long Time Comin
5. Mr. Government Man
6. Carrie
7. Seven Doors Hotel
8. Girl from Lebanon
9. The King Will Return
10. More Than Meets the Eye
11. Prisoners in Paradise
12. Wings of Tomorrow
13. On Broken Wings
14. Scream of Anger
15. Heart of Stone
16. Let the Good Times Rock (live)

download parte 1
download parte 2

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O mexicano de Liverpool

sábado, 20 de novembro de 2010

Sons que você não conhece... mas deveria!


Free Spirit - Heroes don't cry

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O capitalismo moderno e suas vertentes

Capitalismo Ideal
Você tem 2 vacas. Vende uma e compra um touro. O rebanho se multiplica e a economia cresce. Você vende o rebanho e aposenta-se, rico.

Capitalismo Norte-Americano
Você tem 2 vacas. Vende uma e força a outra a produzir leite de 4 vacas. Fica surpreso quando ela morre. Então você invade países árabes dizendo que eles ameaçam a democracia mundial porque têm armas de destruição em massa, e rouba as vacas deles.

Capitalismo Francês
Você tem 2 vacas. Entra em greve porque quer 3.

Capitalismo Canadense
Você tem 2 vacas. Usa o modelo do capitalismo norte-americano. As vacas morrem. Você acusa o protecionismo brasileiro e adota medidas protecionistas para ter as 3 vacas do capitalismo francês.

Capitalismo Japonês
Você tem 2 vacas. Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite. Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vakimon e os vende para o mundo inteiro.

Capitalismo Britânico
Você tem 2 vacas. Ambas são loucas.

Capitalismo Egípcio
Você não tem 2 vacas. Você tem 2 camelos.

Capitalismo Sul-Africano
Você tem 2 vacas. Uma é branca e a outra é preta. Elas não freqüentam em hipótese alguma o pasto da outra.

Capitalismo Holandês
Você tem 2 vacas. Elas vivem juntas, não gostam de touros e tudo bem.

Capitalismo Alemão
Você tem 2 vacas. Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa. Mas o que você queria mesmo era criar porcos.

Capitalismo Russo
Você tem 2 vacas. Conta e vê que tem 5. Conta de novo e vê que tem 42. Conta de novo e vê que tem 12. Você pára de contar e abre outra garrafa de vodca.

Capitalismo Italiano
Você tem 2 vacas. Ambas morrem de fome pois dependiam dos subsídios da Parmalat antes da mesma falir.

Capitalismo Suíço
Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua. Você cobra para guardar a vaca dos outros.

Capitalismo Espanhol
Você tem 2 vacas. E tem muito orgulho disso.

Capitalismo Português
Você tem 2 vacas. E reclama porque seu rebanho não cresce.

Capitalismo Chinês
Você tem 2 vacas e 300 pessoas tirando leite delas. Você se gaba de ter pleno emprego e alta produtividade. E prende o ativista que divulgou os números.

Capitalismo Hindu
Você tem 2 vacas. Ai de quem tocar nelas.

Capitalismo Etíope
Você não tem 2 vacas.

Capitalismo Colombiano
Você tem 2 vacas. E pede fervorosamente todos os dias para que elas passem a dar leite em pó.

Capitalismo Sul-Coreano
Você tem 2 vacas, mas com a divisão das Coréias, você passou a ter apenas uma. Então os norte-americanos doam 3 mil vacas para você fazer inveja no seu vizinho do norte.

Capitalismo Cubano
Você tem 2 vacas. Uma foge numa jangada para os Estados Unidos e a outra é retida e mostrada em público como um bom exemplo de produtividade e um símbolo de auto-suficiência.

Capitalismo Palestino
Você tem 2 vacas. Os judeus as tomam e te dão uma codorna pra você criar na Faixa de Gaza.

Capitalismo Venezuelano
Você tem 2 vacas. Ao resolver vendê-las, nota que o governo se apoderou de ambas e as nacionalizou sem seu consentimento.

Capitalismo Judeu
Você tem 2 vacas. Vende uma, recebe o dinheiro e não a entrega. Quando o comprador vai reclamar, você o chama de anti-semitista, nazista e continua com a vaca.

Capitalismo Iraquiano
Você tem 2 vacas. Com a invasão dos EUA, você perde uma. Então troca a que sobrou por um carro-bomba e explode uma franquia do McDonald´s.

Capitalismo Argentino
Você tem 2 vacas. Você se esforça para ensinar as vacas mugirem em inglês. As vacas morrem. Você vende uma delas para os gaúchos, e a outra você faz um churrasco de final de ano pros diretores do FMI.

Capitalismo Brasileiro
Você tem 2 vacas. Uma delas é roubada. O governo cria a CCPV (Contribuição Compulsória pela Posse de Vaca). Um fiscal vem e te autua, porque embora você tenha recolhido corretamente a CCPV, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais. A Receita Federal, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo e sapatos de couro, presumia que você tivesse 200 vacas e você vende a vaca restante para pagar as multas e os acréscimos legais e ainda adere ao programa do governo chamado REFIS para parcelar o restante da dívida com atualização da TR mais juros por 120 meses.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Realidade virtual

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

E nem o Enem se salva...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

domingo, 31 de outubro de 2010

Ignorantes 'dilma figa'!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Lula, Dilma e o continuísmo

Meu voto é Dilma 13, a pseudo-candidata, afinal eu quero continuar...

Eu quero continuar ganhando 2 salários mínimos e achando que sou classe média.

Eu quero continuar comprando carros em 70 prestações e na segunda não conseguir pagar e negativar meu nome junto ao SERASA e ficar sem carro e crédito durante 5 anos.

Eu quero continuar comprando casa e apartamento em 1000 parcelas, morrer e deixar as prestações para os meus filhos e netos pagarem.

Eu quero continuar viajando de avião apenas para chegar ao local, mas sem aproveitar a local visitado, pois o dinheiro é apenas para a volta.

Eu quero continuar vendo os amigos do Lula se empregando nas maiores estatais brasileiras.

Eu quero continuar ajudando o filho do Lula nas suas empresas de comunicação e quem sabe cooperar numa possível compra de umas das grandes do setor como a Claro ou a Tim.

Eu quero continuar com a censura nos meios de comunicação.

Eu quero continuar ajudando o Brasil a virar uma Venezuela e quem sabe até uma Cuba com essa política estúpida de diplomacia.

Eu quero continuar ajudando petistas como o Zé Dirceu, o José Genoíno e o Antônio Palocci, entres outros do mensalão, a estarem sempre empregados.

Eu quero continuar fazendo com que as taxas de analfabetismo cresçam e quem sabe um dia, poder ter mais um presidente como o Lula.

Eu quero continuar fazendo as classes se odiarem e assim quem sabe fazer uma grande guerra no Brasil.

Eu quero continuar vendo as coisas piorarem no Nordeste para que assim o povo de lá possa vir para São Paulo sofrer discriminação e preconceito por não saber ler e escrever.

Eu quero continuar vendo a saúde piorando e ter que pagar 50% do meu salário de classe média em planos de saúde.

Eu quero continuar sendo motivo de chacota nos outros países, achando que o meu presidente é o “cara”.

Eu quero continuar vendo as grandes empresas nacionais usando apenas 20% de matéria-prima brasileira e importando os outros 80%.

Eu quero continuar vendo os carros sendo produzidos no Brasil serem vendidos 60% mais baratos em outros países.

Eu quero continuar achando que tudo que foi criado e usado nesse governo saiu da cabeça brilhante do Lula.

Eu quero continuar falando que o país antes era apenas para os mais ricos e mesmo assim continuar vendo os bancos privados baterem todos os recordes de faturamento.

Eu quero continuar colocando pessoas que não possuem qualquer conhecimento, experiência e nem biografia na presidência da república.

Eu quero continuar pensando que apenas comida na mesa é o suficiente para uma nação.

Eu quero continuar vendo estados como o Maranhão, de Sarney, com 56% da sua população dependendo do Bolsa-família, e que esses números possam crescer em todo o país, para assim quem sabe virarmos uma classe só.

Eu quero continuar vendo um presidente com 8 anos de mandato ficar 5 anos fazendo apenas politicagem e turismo.

Eu quero continuar vendo o Brasil se aproximando de países como o Irã e quem sabe adotar políticas como censura em internet, extermínio de adúlteros e tecnologia nuclear.

Eu quero continuar pagando o álcool no mesmo valor da gasolina.

Eu quero continuar pagando R$1,70 por cada dólar comprado, e não ver a minha moeda mais forte que a dos Estados Unidos.

Eu quero continuar vendo os problemas sérios do meu país sendo sempre analisados em analogias com futebol. Afinal, somos o país do futebol.

Eu quero continuar vendo obras das mais diversas (tal qual foi no Pan de 2007 e que poderá e deverá ser na Copa 2014 e nas Olimpíadas 2016) serem super faturadas e sem licitações. Ou quem sabe ainda sendo feitas pela a construtora Delta, do filho do Lula.

Eu quero continuar pagando contas de luz e água cada vez mais altas e muito acimas da inflação.

Eu quero continuar achando que a privatização da Vale do Rio Doce, que hoje rende 200% a mais do que quando era totalmente estatal e que parou de ser cabide de empregos, é algo bom.

Eu quero continuar achando que mesmo que tenha aumentado o desemprego no país, ele diminuiu porque o Lula falou.

Eu quero continuar com a falta de saneamento em 50% do país, mas achar que o importante é que hoje podemos comprar carro em 70 vezes, andar de avião e ter comida na mesa.

O país não precisa mais crescer. Afinal, já somos uma potencial ‘nação classe média’, segundo o Lula. Se você compartilha dessa opinião, seu voto é 13. Se seu voto é 13, meus pêsames. Durante os próximos 4 anos, você verá e vivenciará o resultado desta catástrofe.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mensagem 'luliminar'

sábado, 23 de outubro de 2010

Um reinado de 70 anos

Com a voz suave e pausada, dona Neli vem se desdobrando nos últimos dias para agradecer – e declinar – quem lhe telefona em busca de uma entrevista com o chefe. Na mesa do escritório, estão anotados mais de 238 telefonemas (entre eles o do presidente de Israel, Shimon Peres, e do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg), que gostariam de homenagear o chefe de dona Neli neste sábado 23, quando ele completa 70 anos.

“Tem pedido de entrevista do Japão, da França, de Hong Kong e até dos Estados Unidos, onde o futebol masculino nem é tão forte assim”, diz Neli Cruz, que, há 10 anos, é a secretária particular de Edson Arantes do Nascimento.

Já faz mais de 30 anos que Pelé pendurou as chuteiras e neste período o mundo viu surgir novos craques do futebol: dos franceses Michel Platini e Zinedine Zidane ao argentino Diego Armando Maradona, passando por Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, mas nenhum deles alcançou o patamar do eterno camisa 10 do Santos.

Pelé não foi apenas uma máquina de fazer gols. Foram 1.284 no total, sendo 95 só com a camisa da Seleção Brasileira. Ao longo da vida, o Rei do Futebol associou sua imagem a uma centena de produtos e fez de si próprio uma das marcas mais valiosas do mundo.

O mercado publicitário e os especialistas nesse tipo de avaliação dizem que quem quiser explorar a marca Pelé por 20 anos terá de desembolsar nada menos que R$600 milhões. Detalhe: isso depois de 33 anos de aposentadoria do craque.

Ao longo da vida, o ex-jogador já emprestou sua imagem para mais de uma centena de marcas e produtos. Vendeu de tapetes a refrigerantes. De aparelhos de tevê a remédio para disfunção erétil. E até hoje Pelé ilustra campanhas publicitárias, participa de eventos e dá palestras. Só com esse tipo de atividade, o empresário Edson Arantes do Nascimento fatura R$30 milhões por ano.

Pelé não faz propaganda por menos de R$2 milhões. Neste cachê estão incluídos 2 dias de filmagens e fotografias para 6 meses de veiculação. Se a empresa quiser tê-lo em algum evento ou que ele participe de palestras, há um adicional de 10% sobre o valor total da campanha publicitária.

O que explica tamanho apelo publicitário tanto tempo depois de o craque ter deixado os gramados?

Simples. Ele está num patamar em que nenhum outro esportista está. Sua marca está acima do bem e do mal e o que explica é o fato de ele ter construído mais coisas boas do que ruins na carreira.

Se Pelé foi uma unanimidade dentro de campo, não se pode dizer o mesmo de Edson Arantes do Nascimento. Ele se envolveu em algumas confusões que, fosse outra sua trajetória, poderiam ter minado sua imagem. Quando seu filho Edinho foi preso sob acusação de envolvimento com tráfico de drogas, o próprio Pelé disse que foi um pai ausente.

Nas ruas, porém, o que se ouvia eram frases de solidariedade ao sofrimento do pai que descobre o filho viciado. Pelé também se recusou a reconhecer a paternidade de Sandra Regina Machado, fruto de um romance na década de 60. O caso ganhou as manchetes dos jornais e, por anos, Pelé se negou a dar o sobrenome a Sandra.

A moça morreu em 2006 e Pelé nem sequer foi ao funeral. Ele sabe usar todos os recursos da mídia para se manter em evidência e o fato de referir-se a si mesmo na terceira pessoa, cria uma barreira natural entre o homem e o mito. Num país com carência de ídolos, Pelé vai se safando das confusões de Edson Arantes do Nascimento como se não fosse com ele.

Contratado pela Mastercard desde 2004 para participar de eventos, Pelé nunca tinha estrelado uma campanha publicitária para a marca. No início deste ano, porém, foi a principal estrela de uma propaganda da empresa. No filme, um rapaz tira foto do ídolo e leva para o pai completar um álbum de figurinhas. A Mastercard passou meses pensando em quem poderia fazer o papel de ídolo. Foi o então chefe do marketing global da marca, Laurence Flanagan, quem sugeriu: por que não Pelé? Precisou um americano, que não entende nada de futebol, falar o óbvio.

Poucas empresas que utilizam o craque como garoto-propaganda o fazem na intenção de aumentar as vendas, segundo elas mesmas explicam. Elas estão em busca dos atributos que ele tem como personalidade mundialmente reconhecida.

E ele não vê nenhuma contradição entre usar um senhor de 70 anos em campanhas de um segmento tecnologicamente avançado como o de telefonia celular. Pelé tem 70 anos, mas não se pode dizer que ele não seja moderno.

No início do ano, a Vivo produziu um vídeo no qual o último gol do craque é marcado com a camisa da Seleção Brasileira. Resultado: o filme teve mais de 2 milhões de page views na internet em poucas semanas.

Pelé é um exemplo de atleta, é um cara muito simples e sincero. O índice de rejeição a ele é um dos menores do mundo entre as pessoas famosas. Ele hoje não é apenas um esportista. É avaliado na categoria das celebridades e, por conta disso, pode-se associá-lo a qualquer produto, de qualquer marca, de qualquer setor.

Para profissionais de marketing, Pelé reúne as qualidades que toda marca quer ter. “Pelé é único”, dizem os consumidores. E é isso que a Vivo vai buscar para se diferenciar em um mercado em que tem concorrentes ferozes do calibre de uma Oi ou de uma TIM.

Dona Neli diz que Pelé vai comemorar os 70 anos só com a família, em Santos, onde construiu sua sólida carreira. Uma solidez que vem de longa data. Em 1969, Pelé excursionava com o Santos pela África e parou uma guerra civil que acontecia no Congo. As duas forças rivais anunciaram o cessar fogo enquanto o rei do futebol estivesse por lá. Não é para qualquer um, entende?

1. Ninguém marcou tantos gols
11 vezes artilheiro do Campeonato Paulista, das quais 9 consecutivas. Capaz de marcar 111 gols na temporada de 1961 (tinha 20 anos e média de 1,48 gol por jogo) ou de chegar a 58 gols no Campeonato Paulista de 1958. Do primeiro, contra o Corinthians de Santo André, em 1956, ao último, num amistoso Seleção do Sudeste x Seleção do Sul, em 1983, foram 1284 gols.

2. Ninguém foi tão completo
Ele driblava curto, ganhava na velocidade dos adversários, tabelava com as canelas dos marcadores para receber na frente. Chutava forte ou colocado, o que fosse o caso. Era habilidoso e oportunista. Seu equilíbrio perfeito levava ao desespero os que tentavam derrubá-lo. Pelé pulava alto e aprendera com o pai, seu Dondinho, o valor de cabecear com os olhos abertos.

3. Ninguém conquistou mais títulos
Em 21 anos de carreira, Pelé levantou todo tipo de taça. Foi campeão do Torneio Doutor Mario Echandi, na Costa Rica, em 1959. Venceu o Torneio da Amazônia, em 1968, e 2 anos depois comandava o Santos na vitoriosa campanha do Torneio Internacional de Kingston, Jamaica. Houve, é claro, glórias incomensuráveis. Já em 1958, aos 17 anos, era campeão do mundo, título que repetiria em 1962 e 1970. Um tricampeonato no campo que até hoje ninguém igualou. No mesmo ano de 1958, ele iniciou a sua coleção de 10 títulos paulistas (venceu em 1958/60/61/62/64/65/67/68/69/73). Com Pelé em campo, o Santos tornou-se o primeiro time brasileiro a conquistar a Taça Libertadores e foi logo sendo bicampeão, em 1962 e 1963. No embalo, também levou o bi-Mundial Interclubes nos mesmos anos.

4. Ninguém encantou mais
Adversários, pessoas indiferentes ao esporte mais popular do planeta, qualquer um. O magnetismo irradiado por Pelé, desde a década de 50, não poupou ninguém. Por onde passou, Pelé encantou. Todos os presidentes americanos, de Richard Nixon a Bill Clinton, quiseram apertar a mão do Rei. 2 papas (Paulo VI e João Paulo II) escancararam as portas do Vaticano para recebê-lo. A rainha Elizabeth 2ª, da Inglaterra, sempre seríssima, chegou a arriscar uma graça ao pedir que ele jogasse em seu time de coração, o Liverpool.

5. Ninguém reinou por tanto tempo
Começou em 29 de junho de 1958, apesar de alguns historiadores preferirem o dia 19 do mesmo mês, quando ele marcou o gol da sofrida vitória brasileira sobre País de Gales. Mas foram os 2 gols na final de Copa do Mundo jogando contra os suecos, donos da casa, que deram início ao reinado. Daí em diante, Pelé seria o maior de todos, o pérola negra ou, simplesmente, o rei. Ele atravessou 3 décadas em evidência.

6. Ninguém foi mais profissional
Era apenas uma homenagem. No dia 23 de outubro de 1990, Pelé completava 50 anos e a Seleção Brasileira faria, em Roma, um amistoso contra um combinado do resto do mundo. Ele entraria em campo, jogaria alguns minutos e pronto. Mas Pelé levou a sério. Um mês antes do jogo, iniciou um programa de recondicionamento físico que incluía corridas, musculação e durava 4 horas diárias. Ele perdeu rápido os 6 quilos que o separavam dos 75 ideais. O episódio dá a exata dimensão do profissionalismo de alguém que jamais se contentou em ser o mito. Pelé sabia como poucos que era preciso lustrar a coroa para ela nunca perder o brilho.

7. Ninguém perdeu gols tão lindos
Pode alguém se orgulhar das mulheres que nunca conquistou ou do dinheiro que não ganhou? Pois Pelé pode e deve ter orgulho de 3 gols que não fez na Copa de 1970. Primeiro, a petulância. Ele pegou a bola no meio de campo, viu que o goleiro Victor, da Tchecoslováquia, estava adiantado e chutou. Depois, a perfeição. O cruzamento de Carlos Alberto foi alto, talvez perfeito para um grandalhão qualquer. Mas Pelé, que não era grande, saltou muito e, de olhos abertos, decidiu o que fazer. A cabeçada saiu forte como um chute, no chão, no canto direito. Indefensável, se o goleiro não fosse o inglês Banks, que se jogou na bola e processou um milagre. Por fim, o abuso. Tostão deixou Pelé frente a frente com o goleiro uruguaio Mazurkiewicz. Os apavorados chutariam de primeira. Os mais calmos fariam o drible convencional. Ele driblou com os olhos e com o corpo, nada de tocar a bola, só dissimulação. Pelé deixou a bola passar por um lado e foi buscá-la no outro. Mazurkiewicz, rendido, viu Pelé chutar no contrapé do zagueiro que tentava evitar o gol. O chute, mesmo divino, foi para fora.

8. Ninguém foi tão campeão pela Seleção
Pelé acumulou o mais impressionante currículo entre todos os quase 900 jogadores que já vestiram a camisa amarela. Ninguém fez tantos gols. Foram 95 contra "meros" 67 de Zico, o segundo colocado. Houve quem defendesse mais vezes o Brasil. O lateral Djalma Santos (com 122 partidas) e o meia Rivelino (com 121) estão à frente de Pelé, que disputou 114 jogos. Em compensação, alguém mais disputou quatro Copas (1958/62/66/70) e fez gols em todas? Para ser exato, 12 gols. Se não fosse por esses números, outro já bastaria para eternizar o seu nome na seleção: 3 títulos mundiais.

9. Ninguém foi mais atleta
Ele jogava 60, 70 partidas por ano. Nas turnês do Santos, era jogo dia sim e dia não. Apanhava feito cachorro dos becões que tentavam cancelar o show de Pelé. Foram 20 anos de maratona, correndo, driblando, sendo a referência do Santos, da Seleção Brasileira e do Cosmos. Pelé não podia se esconder em campo, tomar um ar, deixar que seus companheiros decidissem a parada. Era correria para fazer seus gols e escapar das botinadas adversárias. "Tenho certeza de que, bem treinado, Pelé seria um dos dez maiores do mundo em decatlo", dizia seu preparador físico da época, Júlio Mazzei.

10. Ninguém foi tão precoce
Hoje, com tanta gente louca atrás de uma boa promessa (de futebol e de dinheiro), há quem pague US$3 milhões por um garoto de 15 anos, como faz, recentemente, inúmeros clubes europeus. Mas, em 1956, era espantoso ver um menino dessa idade assinar contrato profissional com o atual bicampeão estadual. Essa foi só a primeira surpresa do documento datado de 8 de junho. 3 meses depois, no feriado de 7 de setembro, ele estreou contra o Corinthians, de Santo André. E aos 15 anos, 10 meses e 14 dias, fez o primeiro gol pelo Santos. Como Pelé foi bom demais desde o começo, não levou nem um ano para chegar à Seleção.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Kiss - Greatest Hits (2009)

cd 1
01. Strutter
02. Nothin' To Lose
03. Deuce
04. Black Diamond
05. Parasite
06. Hotter Than Hell
07. C'mon And Love Me
08. Rock Bottom (live)
09. Rock And Roll All Nite (live)
10. Detroit Rock City
11. Shout It Out Loud
12. Beth
13. Calling Dr. Love
14. Hard Luck Woman
15. I Stole Your Love
16. Love Gun
17. Tonight You Belong To Me
18. New York Groove
19. I Was Made For Lovin' You
20. Sure Know Something
21. Shandi
22. A World Without Heroes

cd 2
01. I Love It Loud
02. Lick It Up
03. Heaven's On Fire
04. Tears Are Falling
05. Crazy, Crazy Nights
06. Reason To Live
07. Let's Put The X In Sex
08. Rise To It
09. Hide Your Heart
10. Forever
11. Domino
12. I Just Wanna
13. God Gave Rock'n'Roll To You II
14. I Still Love You (live unplugged)
15. Jungle
16. I Will Be There
17. Psycho Circus
18. We Are One

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sábado, 16 de outubro de 2010

O perigo do horário de verão

terça-feira, 12 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Steve Lee, mais um rockstar que se vai...

O mundo do rock perdeu um dos maiores vocalistas da atualidade: o suíço Steve Lee, de 48 anos e frontman do Gotthard, morreu acidentalmente durante uma viagem de moto nos Estados Unidos, na rodovia Interstate 15, entre Mesquite e Las Vegas.

O vocalista tinha viajado aos Estados Unidos com alguns amigos motociclistas no último final de semana para realizar um sonho antigo e que nunca pôde ser concretizado em função da sua pesada agenda de shows ao longo dos anos. Seriam 2 semanas viajando em terras ianques a bordo de uma comitiva de Harley-Davidsons.

Os 21 motociclistas suíços começaram sua jornada no domingo em um total de 12 motos. Na terça-feira, dia 5, a cerca de 50 milhas de Las Vegas, o grupo parou ao lado da estrada para vestir seu equipamento de chuva, pois o tempo havia mudado. Na estrada escorregadia, a carreta de um caminhão que se aproximava começou a derrapar. O motorista tentou uma manobra evasiva, mas a carreta atingiu 5 das motos estacionadas, dentre as quais a de Steve. Logo em seguida, chegaram ao local os paramédicos e tentaram a ressuscitação. Mas depois de 20 minutos pararam. Às 16:13, horário local, Steve foi declarado morto.

Entre os passageiros estavam Marc Lynn, baixista do Gotthard, e a namorada de Steve Lee, Brigitte Voss Balzarini. Todos os outros motociclistas saíram ilesos.

Com Steve Lee, não só perdemos uma das melhores vozes do rock mas também uma extraordinária personalidade. Apesar de seu enorme sucesso, o cantor de Ticino sempre manteve um olhar sútil para os detalhes e sempre impressionou as pessoas a sua volta com suas observações sensíveis. Devido sua personalidade, ele tinha aparência séria, mas sem perder seu senso de humor.

Steve conquistou no mundo da música um lugar de respeito. Junto com sua banda, vendeu milhões de álbuns e realizou várias turnês, o que resultou em inúmeros discos de platina, platina dupla e platina tripla na carreira.

Só nos resta lamentar e desejar um bom descanso. Que seu legado possa inspirar novas gerações de amantes de rock. Obrigado por fazer parte da trilha sonora da vida de muitos fãs espalhados pelo mundo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Plínio e Dilma em "Yes, i'll be back!"

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dilma, o teu passado te condena

A candidata à presidência Dilma Rousseff, em campanha eleitoral e acompanhada de uma comitiva, vai a uma escola primária conversar com os alunos, afinal ela sempre quer fazer aquela média perante quem quer que seja, apesar das crianças não poderem votar ainda.

Apresentou propostas para seu governo, principalmente no que se refere diretamente à faixa etária das crianças.

Logo depois, se propôs a responder perguntas de uma classe de 4ª série.

Uma das crianças levanta a mão.

- Qual é o seu nome e sua idade, meu filho?

- Paulinho e tenho 10 anos.

- E qual é a pergunta sua, meu jovenzinho?

- Eu tenho 3 perguntas. A primeira é: "Onde estão os milhões de empregos prometidos na campanha presidencial passada?" A segunda é "Porque o PT se nega a assumir que possui Caixa 2 apesar das evidências?" E a terceira é: "A senhora sabia dos escândalos do mensalão?"

Dilma fica desnorteada.

Porém, neste momento a campainha para o recreio toca e ela aproveita pra dizer que depois do intervalo continuará a responder os alunos.

Passado o intervalo, todos se voltam à sala de aula.

- OK, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas. Quem tem perguntas?

Um outro garotinho levanta a mão e Dilma aponta para ele.

- Pode perguntar, meu filho. Como é seu nome?

- Joãozinho, e tenho 5 perguntas: A primeira é: "Onde estão os milhões de empregos prometidos na campanha presidencial passada?" A segunda é: "Porque o PT se nega a assumir que possui Caixa 2 apesar das evidências?" A terceira é: "A senhora sabia dos escândalos do mensalão?" A quarta é: "Porque o sinal do recreio tocou meia hora mais cedo?" E a quinta é: "Cadê o Paulinho?"

terça-feira, 28 de setembro de 2010

'Dilmal' a pior

sábado, 25 de setembro de 2010

Sons que você não conhece... mas deveria!


Da Vinci - Call me a liar

domingo, 19 de setembro de 2010

A turnê de despedida dos Scorpions

domingo, 12 de setembro de 2010

Luís Inácio, esse é o cara!

Luís Inácio Lula da Silva, você é o cara...

...É o cara que esteve por dois mandatos à frente desta nação e não teve coragem nem competência para implantar reforma alguma neste país, pois as reformas tributárias e trabalhistas nunca saíram do papel, e a educação, a saúde e a segurança estão piores do que nunca.

Você é o cara que mais teve amigos e aliados envolvidos, da cueca ao pescoço, passando pelas meias, em corrupção e roubalheira, gastando mundos e fundos dentro de todos os tipos de esquemas.

Você é o cara que tem uma mulher fútil, inútil e gastadeira, que usa indevidamente cartão corporativo, ao qual ela não tem direito constitucional e que vai de avião presidencial para São Paulo fazer escova no cabelo e retornar a Brasília. (aliás, diga-se de passagem, sem nenhum resultado positivo!)

Você é o cara que conseguiu inchar o Estado brasileiro com tantos e tantos funcionários e ainda assim fazê-lo funcionar pior do que antes.

Você é o cara que fez com que o orçamento voltado para a realização do Pan e Para-Pan do Rio de Janeiro em 2007 ultrapassasse mais do que o dobro de gastos do projeto inicial e depois, na abertura da competição, tomou a mais sonora vaia pública dos últimos tempos.

Você é o cara que mais viajou como presidente deste país, tão futilmente e às nossas custas a bordo de um ultra-moderno jato executivo que não fora fabricado pela Embraer.

Você é o cara que aceitou todas as ações e humilhações contra o Brasil e os brasileiros diante da Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai e Irã, para não citar outros.

Você é o cara que, por tudo isso e mais um monte de coisas, transformou este país em um lugar libertino e sem futuro para quem não está no grande esquema.

Você é o cara que perdoou dívidas de um sem-número de países, enviou dinheiro a título de doação para outros, se esquecendo que no Brasil também temos miseráveis que precisam de bons hospitais, de escolas decentes, de um lugar pra viver e que com esse dinheiro "doado" você poderia, pelo menos, diminuir o caos em que se encontram saúde, educação e segurança em seu próprio país.

Você é o cara que transformou o Brasil em abrigo de marginais internacionais, negando-se, por exemplo, a extraditar um criminoso para um país democrático que o julgou e condenou democraticamente.

Você é o cara que transformou corruptos e bandidos do passado em aliados de primeira linha.

Você é o cara que está transformando o Brasil num país de parasitas e vagabundos, com o Bolsa-Família, com as indenizações imorais da bolsa terrorismo, com o repasse sem limite de recursos ao MST, o maior latifúndio improdutivo do mundo e abrigo de bandidos e vagabundos que manipulam alguns verdadeiros colonos.

Você é o cara que agora quer transformar uma ex-guerrilheira, inexperiente e despreparada, em presidente do Brasil só para continuar dando as cartas e junto com sua gangue prosseguir roubando impunemente a nação como fez todos estes anos.

É, Luiz Inácio Lula da Silva! Você é o cara...

É o cara-de-pau mais descarado que o Brasil já conheceu e que não possui um pingo de vergonha na cara.

Aliás, como uma pessoa que não soube cuidar do próprio dedo poderia ser o responsável pela governância da 8ª economia mundial?

Filho do Brasil??? Você está mais para um grande filho da P#/@...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

domingo, 5 de setembro de 2010

Yoshiki, uma lenda viva das baterias

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

100 anos de alegrias... aos adversários!


Sem clubismo ou rivalidade exacerbada, logo abaixo fica registrado os cumprimentos à instituição esportiva que sempre se destacou por ser tão importante e querida no estado de São Paulo.

Parabéns Noroeste. Você pode não ter uma Libertadores ou qualquer outro título internacional relevante, mas ao menos possui um estádio próprio desde 1935. Bauru se orgulha de ti. Valeu Norusca!

sábado, 28 de agosto de 2010

Def Leppard - Rock Of Ages, The Definitive Collection (2005)

cd 1
1. Pour Some Sugar On Me
2. Photograph
3. Love Bites
4. Let's Get Rocked
5. Two Steps Behind (Acoustic Version)
6. Animal
7. Heaven Is
8. Foolin'
9. Rocket
10. When Love & Hate Collide
11. Armageddon It
12. Have You Ever Needed Someone So Bad
13. Rock Of Ages
14. Hysteria
15. Miss You In A Heartbeat
16. Bringin' On The Heartbreak
17. Switch 625

cd 2
1. Rock! Rock! Till You Drop
2. Let It Go
3. High 'N' Dry (Saturday Night)
4. Too Late For Love
5. No Matter What (Badfinger cover)
6. Promises
7. Mirror, Mirror (Look Into My Eyes)
8. Women
9. Another Hit And Run
10. Slang
11. Stand Up (Kick Love Into Motion)
12. Rock Brigade
13. Now
14. Paper Sun
15. Work It Out
16. Die Hard the Hunter
17. Wasted
18. Billy's Got A Gun

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Stallone, um ignorante sensato

A mídia nacional está indignada com o ator Sylvester Stallone, uma vez que ele disse que no Brasil você pode explodir o país e as pessoas ainda lhe agradecem, dando-lhe de quebra um macaco de presente. Alguns enfezados chegaram até a resmungar que com isso o ator estava nos chamando de macacos, evidenciando claramente que não sentem a diferença entre dar um macaco e ser um macaco.

Stallone só pecou por eufemismo. Macaco? Por que só macaco?

Exploda o país e os brasileiros lhe dão macaco, tatu, capivara, onça pintada, arara, cacatua, colibri, a fauna nacional inteira, mais um vale-transporte, uma quota no Fome Zero, assistência médica de graça, um ingresso para o próximo show do Caetano Veloso e um pacote de ações da Bolsa de Valores.

Exploda o país como o fazem as Farc, treinando assassinos para dizimar a população, e o governo lhe dá cidadania brasileira, emprego público para a sua mulher e imunidade contra investigações constrangedoras.

Seqüestre um brasileiro rico e cinco minutos depois os outros ricos estão nas ruas clamando pela libertação, não do seqüestrado, mas do seqüestrador. Passado algum tempo, o próprio seqüestrado convida você para um jantar na mansão dele.

Crie uma gigantesca organização clandestina, armando com partidos legais uma rede de proteção para organizações criminosas, e a grande mídia lhe dará todas as garantias de discrição e silêncio para que o excelente negócio possa progredir em paz, e sobretudo, ninguém, ninguém jamais perguntará quem paga a brincadeira.

Tire do lixo o cadáver do comunismo, dando-lhe nova vida em escala continental, e os capitalistas o encherão de dinheiro e até se inscreverão no seu partido, alardeando que você mudou e agora é neoliberal.

Crie a maior dívida interna de todos os tempos, e seus próprios credores serão os primeiros a dizer que você restaurou a economia nacional.

Encha de dinheiro os invasores de terras, para que eles possam invadir mais terras ainda, e até os donos de terras o aplaudirão porque você conteve a sanha dos radicais.

Mande abortar milhões de bebês e os próprios bispos católicos taparão a boca de quem fale mal de você.

Mande seu partido acusar as Forças Armadas de todos os crimes possíveis e imagináveis, e os oficiais militares, além de condecorar você, sua esposa e todos os seus cupinchas, ainda votarão em você nas eleições presidenciais.

Destrua a carreira de um presidente "direitista" e alguns anos depois ele estará trocando beijinhos com você e cavando votos para a sua candidata assassina, comunista e ex-guerrilheira no interior de Alagoas.

Um macaco? Um desprezível macaquinho? Que é isso, Stallone? Você não sabe de quanta gratidão, de quanta generosidade o brasileiro é capaz quando você bate nele pra valer.

Fora essa ressalva quantitativa, no entanto, a declaração de "Rambo" é a coisa mais verdadeira que alguém disse sobre o Brasil nos últimos anos: este é um país de covardes, que preferem antes bajular os seus agressores do que tomar uma providência para detê-los.

O clássico estudo de Paulo Mercadante (“A Consciência Conservadora no Brasil”), já expunha a tendência crônica das nossas classes altas, de tudo resolver pela conciliação. Mas a conciliação, quando ultrapassa os limites da razoabilidade e da decência, chega àquele extremo de puxa-saquismo masoquista em que o sujeito se mata só para agradar a quem quer matá-lo.

Curiosamente, muitos dos que se entregam a essa conduta abjeta alegam que o fazem por esperteza, citando a regra de Maquiavel: se você não pode vencer o adversário, deve aderir ao partido dele.

Esses cretinos não sabem que, em política prática, Maquiavel foi um pobre coitado, que sempre apostou no lado perdedor e terminou muito mal. A pose de malícia esconde, muitas vezes, uma ingenuidade patética.

O que resta é dizer obrigado, muito obrigado Stallone. Infelizmente, a verdade dói e a hipocrisia reina absoluta nos pedestais podres do bom senso.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

As superstições populares e suas origens

Sexta-feira 13
A palavra escandinava friadagr e a inglesa friday, que significam sexta-feira, têm suas origens em uma lenda protagonizada pela deusa do amor cujo nome é Friga. Quando as tribos nórdicas se converteram ao cristianismo, a personagem foi transformada em uma bruxa exilada no alto de uma montanha. Para se vingar, Friga passou a se reunir, todas as sextas-feiras, com outras 11 feiticeiras, mais o próprio Satanás, num total de 13 participantes, para rogar praga sobre a humanidade. Na Europa, a superstição é reforçada pelo relato bíblico da última ceia, quando havia 13 pessoas à mesa, na véspera da crucificação de Cristo (que aconteceu numa sexta-feira).

Bater 3 vezes na madeira
A origem mais provável de bater 3 vezes na madeira pode estar no fato de os raios caírem com freqüência sobre as árvores. Os povos antigos (desde os egípcios até os índios do continente americano) teriam interpretado este fato como sinal de que tais plantas seriam as moradoras terrestres dos deuses. Assim, toda vez que sentiam culpados por alguma coisa, batiam no tronco com os nós dos dedos para chamar a divindades e pedir perdão.

Quebrar um espelho
As crendices relativas ao espelho são as mais citadas em todo o ocidente cristão, talvez por seu uso divinatório. A catoptromancia, isto é, a arte de adivinhar pelo espelho, procede da Pérsia e, ainda que tenha tido um relativo sucesso durante a Grécia Antiga e a Idade Média, foi duramente perseguida pela Igreja. É provável, no entanto, que estas crendices obedeçam à idéia de que nosso reflexo é outra versão do original e, se causamos defeitos no espelho, causamos danos a nós mesmos. Assim, quebrar o espelho é fazer o mesmo com a alma, e aqui é onde entra a crendice de que a quebra de um espelho traz má sorte durante 7 anos. Este período se deve à crença de que o corpo experimenta uma mudança na constituição fisiológica a cada 7 anos.

Ferradura
Essa superstição nasceu, possivelmente, pela comparação. A ferradura dá ao cavalo firmeza, estabilidade e ritmo no passo. Não importa onde estivesse, ele manteria a presença desses elementos de segurança, equilíbrio inalterável, solidez e tranqüilidade. Com a ferradura na porta, chama-se a prosperidade em negócios e pretensões, como também proteção, defesa e conforto. Na França, Inglaterra, Itália, Portugal e Espanha, acredita-se firmemente que a ferradura, encontrada por acaso, seja uma oferta do destino favorável. E a confiança, sinônimo da esperança, explica, às vezes, o milagre do êxito.

Gato preto
No mundo do misticismo, os gatos são portadores de um poder mágico infinitamente superior ao do homem. Com toda probabilidade, esta antiga crença deriva da adoração à deusa egípcia Bubastis, que tinha forma de gato. Os egípcios estavam convencidos de que os gatos possuíam alma, e prova disso são os restos mumificados destes felinos achados nas escavações arqueológicas. Na Idade Média, as bruxas converteram o gato preto num elemento imprescindível para efetuar seus rituais e feitiços. Hoje em dia, os supersticiosos temem ao bichano preto que se cruza em seu caminho. Este fato representa com clareza o conflito que existia entre a Igreja, a cruz e as práticas pagãs da bruxaria.

Passar por baixo da escada
Essa crendice está relacionada com o medo do cadafalso, aquele local onde se aplicava a forca aos condenados. Antigamente, devido à grande altura que este costumava ter, era necessária uma escada para colocar a corda do enforcamento na posição correta, bem como para retirar depois o cadáver do condenado. Qualquer um que passasse por baixo da escada corria o perigo de dar de frente com o morto. Alguns acreditam ainda que a superstição surgiu na Europa Medieval. Quando um castelo era atacado, a ponte era recolhida. Um dos únicos meios de invadí-lo era usar escadas. A defesa para esse tipo de ataque era derramar óleo fervendo ou passar piche nos muros do castelo para repelir os invasores. Quem segurava as escadas, geralmente recebia um banho mortal. Portanto, segurar uma escada por debaixo passou a significar má sorte.

7 vidas do gato
A excepcional resistência do gato, capaz de sair ileso de situações nas que outros animais, com toda certeza, morreriam, levou a crença de que este felino tem mais de uma vida. Não há dúvida de que seus hábitos noturnos, seus olhos refulgentes na escuridão, sua sobressalente agilidade e sua pose majestosa contribuíram para que nossos antepassados sentissem uma especial admiração, e inclusive veneração, por este animal. Conta-se que, por exemplo, Maomé cortou a manga de sua vestimenta para não perturbar o sono de seu gato que dormia sobre ela. O profeta via nele uma criatura digna do maior respeito e de um tratamento afetuoso.

Guarda-chuva aberto dentro de casa
Nenhum supersticioso teria a ousadia de abrir um guarda-chuva dentro de casa. A origem deste temor se remonta à época em que os reis orientais e africanos usavam sombrinhas para proteger-se dos raios solares. Devido a sua conexão com o astro rei e porque também sua forma simboliza o disco solar, abrí-lo num lugar sombreado, fora dos domínios do sol, era considerado um sacrilégio. É provável que a crendice ganhou mais força quando os guarda-chuvas chegaram na Europa e começaram a ser empregados quase exclusivamente pelos sacerdotes nos enterros, sem outro fim que se proteger das severidades do tempo.

Trevo de 4 folhas
São raros os trevos de 4 folhas. Quando um é encontrado, interpreta-se como um sinal de boa sorte, possibilitando-se alcançar a realização de suas aspirações e desejos.

Pata de coelho
A estranha tradição de carregar uma pata de coelho no bolso para atrair a sorte não veio deste animal e sim da lebre. Nas regiões medievais da Europa, existia a crença de que as bruxas se transformavam em lebres para sorver o leite das mulheres que tinham dado a luz. Antigamente, as cabras, vacas, porcos, lebres e outros animais eram criados soltos e entravam livremente na casa de seus donos. Os camponeses criavam lebres para sua alimentação e cuidavam delas com esmero e carinho. Alguns tratados da época mencionam que as mulheres grávidas e durante a época de amamentação costumavam sentar-se num canto da casa tendo ao lado um destes animais para que as esquentasse do frio extremo. Em troca, muitas delas deixavam que a lebre mamasse de seu peito. A tradição popular afirmava que durante a caça das bruxas, elas transformavam-se em lebres e iam para as casas dos camponeses para salvar-se do perigo. Inclusive tinha uma maneira de reconhecer o engano: se a lebre fosse difícil de pelar ou demorasse a cozinhar, então alguma bruxa tinha se transformado no animal antes de morrer. A idéia de que a pata de lebre traz boa sorte nasceu da primitiva crença de que os ossos de suas patas curam a gota e outros reumatismos. Mas, para ser eficaz, o osso devia ter uma articulação intacta. Por serem tão parecidos, a lebre e o coelho se uniram como fruto das crendices relativas a suas virtudes mágicas.

Dedos cruzados
Quando se formula um desejo, conta-se uma mentira ou frente a algum perigo, é costume cruzar os dedos. O gesto, que evoca uma cruz, conjura a má sorte e afasta as influências maléficas, segundo os supersticiosos. Desde os primeiros tempos do cristianismo cria-se que colocar o polegar sob os outros dedos ou fazer figa afastava aos fantasmas e maus espíritos.

“Deus te abençoe” e o espirro
Considerada uma resposta educada a um espirro, a frase “Deus te abençoe” é atribuída ao papa Gregório Magno, que dizia para as pessoas que espirravam durante uma peste bubônica. Segundo a lenda, além de proteger contra a propagação da doença, a “bênção” de alguém depois do espirro evita que a alma escape do corpo durante um espirro. Portanto, dizer “Deus te abençoe” era uma forma de acolher a pessoa de volta a vida.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sons que você não conhece... mas deveria!


Blue Tears - Rockin' with the radio

domingo, 1 de agosto de 2010

Artista da vez - ASIA

país: Inglaterra
gênero: rock progressivo
integrantes:
John Wetton (baixo e vocal)
Geoff Downes (teclado)
Steve Howe (guitarra)
Carl Palmer (bateria)

histórico: Início da década de 80 e novas revoluções no cenário do rock estavam surgindo. O tão aclamado progressivo estava desaparecendo e dando lugar ao chamado hard rock comercial.

Enquanto alguns ícones do progressivo estavam se adaptando à nova tendência, outros preferiram manter-se fiéis às origens. Entre os que se adaptavam, surgiu na Inglaterra em 1981, o grupo que seria um dos maiores nomes da fusão do hard rock com o progressivo: Asia.

O status de super banda não era em vão, já que o grupo contava com quatro estrelas do rock progressivo.


Um desses membros era o respeitadíssimo guitarrista Steve Howe, que durante muitos anos esteve ligado ao grupo Yes, uma das bandas mais representativas do movimento progressivo. Ainda do Yes (e anteriormente também ex-músico do The Buggles), desembarcou o tecladista Geoff Downes. A bateria ficou a cargo do lendário Carl Palmer, mais um membro oriundo de outro grupo ícone do progressivo, o Emerson, Lake and Palmer. O baixo e vocais ficaram a cargo de John Wetton, outro que passara por mais um grupo ícone do progressivo, o King Crimson, além de também ter atuado no Uriah Heep e no Wishbone Ash.

Com status de superbanda, eles debutaram em 1982 com o álbum "Asia", que obteve um bom sucesso comercial, permanecendo por nove semanas no primeiro lugar das paradas dos Estados Unidos.

Impulsionado pelas canções “Only time will tell” e “Heat of the moment”, ambas largamente utilizadas em eventos esportivos na Inglaterra e nos Estados Unidos, seus músicos conseguiram algo que nunca haviam alcançado em suas carreiras até então: o Asia se tornou uma banda popular, emplacando nas rádios e fazendo dinheiro.

Contudo, músicas como "Wildest dreams" e "Cutting in fine" deixavam bem expostas as raízes dos integrantes, descartando o lado apenas comercial.

A turnê realizada pelos Estados Unidos também foi bem sucedida, com lotação em todas as datas entre 1982 e 1983, enquanto a MTV também mostrava constantemente seus videoclipes. Esse álbum foi considerado pela revista especializada “Billboard” como o álbum do ano.

A banda tornou-se uma das pioneiras da segunda fase do rock progressivo ao evitar as longas composições da primeira fase da década de 1970, mostrando um formato mais atrativo para as rádios.

Pressionados pela gravadora, que não se contentava de tanta alegria pelo sucesso do grupo, a banda teve de lançar mais um álbum rapidamente e assim, já no ano seguinte, foi editado o disco “Alpha”.

O sucessor de "Asia" não conseguiu nem de longe o êxito do primeiro. Diferentemente do álbum anterior, "Alpha" era altamente pop e comercial, com muitos críticos afirmando que a banda se mostrava pouco criativa. A revista Rolling Stone considerou “Alpha” como um álbum comercial superproduzido.

Embora decepcionando musicalmente falando (até pela qualidade que seus membros possuíam), o álbum colocou a balada "The smile has left into your eyes" nas paradas de sucesso e recebeu o disco de platina, atingindo o sexto lugar nas paradas de sucesso.

Ainda em 1983, problemas internos fizeram com que John Wetton deixasse seu posto, às vésperas de uma turnê que fora anunciada. Na verdade, foi apenas um show no Japão.

Às pressas, o Asia procurou Greg Lake, ex-integrante do Emerson, Lake and Palmer, que aceitou o convite para integrar-se ao grupo.

Assim, aconteceu o concerto "Asia In Asia" no Japão, que foi o primeiro show televisionado via satélite para a MTV dos Estados Unidos.

O resultado desse show foi tão catastrófico que o único registro de Greg Lake com o Asia se resumiu a esta apresentação.

Realmente não dá para entender o motivo do fracasso, pois Lake, com certeza, possui uma das mais belas vozes do cenário musical, além de ser um exímio baixista. Talvez o curtíssimo espaço de tempo para que Lake se familiarizasse com as canções tenha sido um dos motivos.

Aliás, um vídeo em vhs chegou a ser lançado no mercado nessa ocasião, exatamente com o título "Asia In Asia".

Por pressão da gravadora, John Wetton foi chamado a se reintegrar à banda. Todos de acordo, menos Steve Howe que resolveu abandonar o barco. Para seu lugar foi convidado o guitarrista suíço Mandy Meyer, que era conhecido também por ter feito uma turnê com o grupo Krokus.

Em 1985, foi lançado o álbum "Astra", até considerado superior ao álbum "Alpha", mas não ao álbum de estréia.

O que mais chamou a atenção nesse álbum foi o fato das canções deixarem a guitarra em segundo plano, dando mais ênfase aos teclados. Aliás, Meyer deu uma abordagem mais voltada ao hard rock.

Em 1986 foi lançado, somente no Japão, o EP ”Aurora”. Esse período foi marcado pela liderança de Geoff Downes sobre a banda. Canções como "Go", "Rock n’ roll dream" e "Too late" eram fortes, mas não conseguiram emplacar, exceto a balada "Voice of America", que chegou às rádios FMs.

O Asia, nesse momento, era apenas uma sombra do que eles demonstraram ser quando apareceram. As vendas do disco não satisfizeram à gravadora e nem à banda, que adiou os planos de uma turnê e se congelou por um tempo.

Em 1989 Wetton, Downes e Palmer retornaram aos estúdios, dessa vez com o guitarrista Steve Lukather, do Toto. Essa formação lançou o álbum “Then & Now”, na verdade uma coletânea, contendo alguns hits e, aí sim, quatro novas faixas. Esse álbum também não empolgou os fãs que esperavam algo mais interessante do que aquelas músicas típicas de quem quer ganhar as rádios.

Em seguida, foi a vez do guitarrista Pat Thrall juntar-se ao trio Wetton, Downes e Palmer. Logo em seguida a banda realizou uma turnê pela Rússia, para um público de 20 mil fãs em duas noites com casa cheia. Essa apresentação rendeu um cd e um dvd. O álbum recebeu disco de ouro.

Em 1992 foi a vez de John Wetton deixar a banda uma vez mais, para concentrar-se em sua carreira solo. Coincidência ou não, no mesmo ano Steve Howe retornou a banda.

Para o lugar de Wetton foi convidado John Payne, que tinha um timbre totalmente diferente de John Wetton, mas que foi bem aceito pelos fãs da banda.

Na década de 90, o Asia começou a contar com inúmeros convidados em seus álbuns, com muitos músicos participando da banda ao longo de sua existência, pois de fato a banda consistia essencialmente de Geoff Downes, John Payne e mais um conjunto rotativo de convidados.

Ainda em 1992 foi lançado o álbum “Aqua”. Na verdade, Carl Palmer não gravou para o álbum, sendo que todos os sons de bateria foram gravações de trabalhos antigos. Steve Howe fez pequenas contribuições ao álbum.

Novas alterações ocorreram com as saídas de Steve Howe e Carl Palmer, que foram substituídos por Al Pitrelli (ex-integrante do Danger Danger) e Michael Sturgis.

Em 1994 foi a vez do álbum “Aria” ser lançado.

Dois anos depois, a dupla Downes-Payne chegou a contar com até três novos guitarristas de estúdio para a gravação de um novo álbum (Aziz Ibrahim, Elliot Randall, Tomoyasu Hotei), além do percussionista brasileiro Luís Jardim.

Em 1996 foi lançado o álbum “Arena”, considerado um álbum extremamente progressivo. Ainda há informações de que o guitarrista Ian Crichton (da banda “Saga”), também participou da gravação desse álbum.

Ainda em 1996, Downes e Payne lançaram os álbuns “Archiva 1” e “Archiva 2”, uma compilação de faixas não lançadas durante os três primeiros álbuns com a dupla, ou seja, “Aqua”, “Aria” e “Arena”.

O ano de 1997 trouxe o álbum “Live Acoustic”, com Bob Richards na bateria. Em 1999 foi lançada a compilação “Rare”. Em 2000 foi a vez do álbum “Aura” ser lançado, em uma nova tentativa de conquistar a mídia.

Em 2002 foi lançado o álbum duplo, ao vivo, “America: Live In The USA”. O mesmo show foi lançado na mídia de DVD.

Em 2004 foi a vez do guitarrista Guthrie Govan ser anexado ao grupo. Outro que entrou, com a saída de Michael Sturgis, foi o veterano Chris Slade (ex-baterista do AC/DC e do Uriah Heep). Nesse ano foi lançado o álbum “Silent Nation”. O guitarrista/tecladista Billy Sherwood (ex-Yes) e o baterista Jay Schellen (ex-Hurricane e World Trade) também participaram das primeiras sessões, mas nenhum participou na gravação final. O lançamento desse álbum foi acompanhado por uma turnê no modelo acústico somente por Downes e Payne, demonstrando claramente que o Asia, de há muito, não passava de uma dupla.

No início de 2005 a banda por completo (Guthrie Govan, John Payne, Geoff Downes e Chris Slade) fez turnê pela Europa e Américas. Em agosto do mesmo ano Chris Slade deixou o grupo, sendo substituído por Jay Schellen. Enquanto isso John Wetton e Geoff Downes lançaram arquivos antigos sob o nome “Wetton/Downes” e reuniram-se para um álbum, “Icon”. Ainda em 2005 foi lançado o álbum ao vivo “Live At Budokan”, trazendo Steve Howe na guitarra.

Na virada para 2006, Geoff Downes, então o único membro original do grupo, reuniu-se uma vez mais com Steve Howe, John Wetton e Carl Palmer e decidiram retornar com a formação clássica (exatamente quando se comemorava o 25º aniversário da banda) e assinaram no dia 9 de maio ano um acordo contratual, onde Downes, Howe, Wetton e Palmer, juntamente com John Payne, estabeleceram que este último teria o direito de continuar a vincular seu nome ao Asia, já que o mesmo há quatorze anos vinha atuando pela banda. Assim, em 2009 Payne ressurgiu com o "Asia Featuring John Payne", iniciando uma turnê pela América do Norte. Além de Payne a banda contou com o baterista Jay Schellen (ex-baterista do próprio Asia), o tecladista Erik Norlander e o guitarrista Mitch Perry.

Contudo, para alegria dos fãs mais fiéis, em 5 de janeiro de 2006 a formação original (composta por Steve Howe, John Wetton, Geoff Downes e Carl Palmer) foi reunida na Inglaterra, antecipando uma volta oficial no mesmo ano. A partir de então, seus fãs foram brindados com diversas apresentações da banda percorrendo vários continentes em um megashow por diversos países, inclusive o Brasil.

Em 2007, o Asia teve a música "Heat of the moment" presente no “Guitar Hero Encore: Rocks The 80's”, música que também esteve presente na trilha sonora do filme "O Virgem de 40 Anos". Dessa época foi lançado o álbum duplo ao vivo “Fantasia: Live In Tokyo”.

Em 2008 muitas apresentações ocorreram com a formação clássica, culminando com o lançamento de um novo álbum cujo título tem tudo haver com eles, “Phoenix”.

Mais tarde, em abril de 2010, a banda lança seu trabalho mais recente, “Omega”, que alcançou top 29 no Japão, 56 na Suécia, 158 na França, 60 na Suíça, 13 no Reino Unido, 22 no Canadá e 75 nos Estados Unidos, o que demonstra que o Asia ainda desfruta de imenso prestígio mundo afora e que seu sucesso é atemporal.

destaque:
algo que não pode passar sem que seja notado é a qualidade na capa dos álbuns da banda. A simbologia e a representatividade presentes são dignos de honrosas menções.