terça-feira, 27 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Vícios do cotidiano
-Ficar rabiscando alguma coisa enquanto fala ao telefone.
-Sempre ao jogar vídeo-game, sentir coçar o braço ou o nariz.
-Brincar com o cronômetro, tentando parar em tempos redondos.
-Pausar música por 1 minuto e 1 hora depois perceber que ela ainda está pausada.
-Ao sair do banho, notar que esqueceu a toalha e ficar gritando escandalosamente 'mããããe!'.
-Ficar até o final do filme no cinema para ver se tem cena extra.
-Ter sempre a última folha do caderno rabiscada.
-Fazer um barulho estranho com a boca sem querer, e continuar fazendo como se fosse de propósito.
-Ficar indignado ao descobrir que o símbolo do Carrefour é meramente um "C".
-Receber a prova, dar uma lida rápida por cima de todas as questões e pensar: FODEU!
-Tentar abrir a porta do carro no exato momento que ela está sendo destravada.
-Tentar arrotar o alfabeto.
-Acordar 10 minutos antes do horário marcado no despertador e dormir de novo até ele tocar.
-Fazer moicano no banho, com o cabelo cheio de espuma.
-Lamber os dedos sujos de Doritos.
-Entrar na farmácia só para pesar.
-Chamar o Faustão de gordo-chato, quando ele interrompe alguém.
-Colocar de volta a ponta do lápis quando ele quebra e não tem apontador por perto.
-Abaixar o som do PC achando que alguém está chamando, sendo que não há ninguém.
-Ficar comendo milho que sobra da pipoca.
-Clicar com o botão direito no emoticon do MSN só pra ver o significado que a outra pessoa colocou.
-Trocar o toque do celular e ligar pra ele do fixo pra ver como ficou.
-Procurar alguma coisa loucamente e só achar depois que já desistiu de procurar.
-Salvar arquivos com o nome ‘asdasfasfdasd’ por preguiça.
-Falar para o professor "Tá, já entendi!", mesmo que não saiba nem o assunto da matéria, só pra ele parar de insistir em te explicar.
-Apagar tudo que estava escrevendo, quando vê que a outra pessoa está digitando alguma coisa no MSN.
-Ficar desconfortável quando está assistindo TV ou um filme com os pais e começa uma cena de sexo.
-Assistir a Polishop TV quando não tem nada passando de mais interessante.
-Ficar na tensão quando alguém vem e fala: “Preciso falar com você!”.
-Fechar a porta da geladeira devagar e ficar olhando para ver quando a luz apaga.
-Dar uma de DJ aumentando e diminuindo o volume do rádio.
-Ter momentos na vida em que dá vontade de largar tudo e virar hippie.
-Deitar confortavelmente no sofá pra depois perceber que deixou o controle remoto do lado da TV.
-Derrubar gelo no chão e chutá-lo debaixo da geladeira.
-Ir dormir no domingo já esperando a próxima sexta-feira ou feriado.
-Tentar cortar um pedaço de carne com uma faca ruim e quando finalmente consegue, o pedaço sai voando do prato junto com o arroz.
-Achar tudo mais engraçado quando você não pode rir.
-Dar tchau para alguém e continuar andando pelo mesmo caminho que a outra pessoa.
-Bater em coisas que não funcionam, até elas funcionarem.
-Ficar sem saber o que falar quando uma gordinha fala que está gorda.
-Ficar com raiva quando está na internet e começa a tocar uma música do nada, e você tem que descobrir de qual das abas está vindo.
-Se molhar inteiro quando tenta lavar uma colher.
-Querer digitar “!!!!!!!” e aparecer um “1” no meio.
-Furar o olho da Gina da caixinha de palitos de dente.
-Ao escolher a alternativa em uma prova de múltipla escolha: "Hummm... faz tempo que não marco C... então é C!".
-Levar mais tempo procurando o controle remoto do que levaria para simplesmente levantar e ligar direto na TV.
-Ficar com inveja da vida do seu cachorro ou gato, que só come, dorme, mija e caga.
-Antes de fazer alguma coisa que possa dar merda, combinar com os amigos a história que vão contar se forem pegos.
-Dizer “de nada” sem ouvir “obrigado”.
-Berrar no meio da sala de aula “alguém tem grafite 0.5 ou 0.7?”
-Colocar o braço perto da TV só pra ver levantar os pêlos do braço.
-Formar um trio quando o professor fala que pode fazer o trabalho em dupla.
-Começar a servir o copo de alguém por educação e aparecerem mais 500 mãos pedindo pra encher o copo deles também.
-Ficar sem paciência e tirar o que colocou no microondas antes do tempo pré-definido.
-Ficar cabreiro quando percebe que marcou a mesma letra em mais de 3 questões seguidas em uma prova de múltipla escolha.
-Ficar sem ouvir uma música por muito tempo e se surpreender quando vê que ainda não esqueceu a letra.
-Zoar um professor substituto junto com toda a turma a aula inteira.
-Achar a cama 10 vezes mais confortável de manhã do que à noite.
-Gritar “aeeeee” quando a luz acaba.
-Ficar falando besteiras quando um amigo está falando com os pais no telefone.
-Cortar a língua lambendo a tampa metálica do iogurte.
-Ir ao banheiro para fugir de visitas chatas da mãe.
-Pular para ultima página do gibi só pra ver a tirinha.
-Ficar apreensivo quando alguém te liga, não fala quem é e começa a conversar, e você não consegue descobrir quem é.
-Assistir um programa chato na TV só porque está com preguiça de mudar de canal.
-Acompanhar aquele protetor de tela de labirinto do Windows 98.
-Ficar imaginando se tem alguém no mundo fazendo a mesma coisa que você nesse instante.
-Abrir papel de bala ou chiclete bem devagar pra ninguém perceber e não ter que dividir.
-Imitar a voz do cara que anuncia as notas das escolas de samba.
-Torcer para o touro quando mostram uma tourada na TV.
-Esperar os créditos de um filme pra descobrir o nome de alguma música ou artista.
-Abrir o Google e esquecer o que ia pesquisar.
-Ficar com pena de comer aquela batata enorme no pacote de Ruffles, por ser tão única e anormal.
-Dormir de meia e perder somente uma durante a noite.
-Entrar Offline no MSN pra decidir o status depois de ver quem está Online.
-Comer pasta de dente Tandy.
-Dar tchau para alguém no MSN e ficar com o mouse sobre o botão fechar esperando a outra pessoa responder o tchau antes de sair.
-Estar assistindo TV e mastigar sucrilhos devagar pra conseguir ouvir melhor.
-Ouvir o telefone tocar várias vezes, ver que ninguém foi atender, achar que não dá mais tempo, mudar de idéia e ir correndo feito louco.
-Se sentir totalmente seguro quando deita na cama e entra debaixo das cobertas.
-Comer toda a casquinha do Sonho de Valsa e deixar o recheio pro final.
-Trancar a porta do banheiro, mesmo estando sozinho em casa.
-Apostar corrida com o locutor no comercial da Tele-Sena falando os números sorteados.
-Tropeçar na rua e fingir que está correndo só pra ninguém notar que você quase caiu.
-Rir mais com os erros de gravação do que com o próprio filme/seriado/programa.
-Quebrar alguma coisa e pôr a culpa no gato ou cachorro.
sábado, 17 de abril de 2010
Sons que você não conhece... mas deveria!
Mitch Malloy - Anything at all
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Os pecados de Lula
Jesus, vendo que se tratava de alguém com um cargo importante e responsável pela vida social de milhares de pessoas, milagrosamente inicia um “diálogo viva-voz”.
- A paz esteja convosco!
- Amém. Companheiro Jesus, estou totalmente arrependido e gostaria de redimir meus pecados.
- Está bem. Que tens feito?
- Depois de 7 anos no governo, deixei meu povo arruinado e na miséria.
- Dê graças ao Pai...
- Também traí o povo e meu partido, que me deram apoio e, quando precisaram de mim, dei-lhes as costas. Expulsei do partido os verdadeiros petistas!
- Dê graças ao Pai...
- Economizei verbas da saúde, educação, moradia, conservação de estradas, pesquisas científicas, tudo para encher os cofres do PT. Mandei comprar toalhas e lençóis importados, de linho egípcio, para o Palácio Alvorada e Granja do Torto. Enchi os depósitos do palácio com todos os tipos de bebidas caras.
- Dê graças ao Pai...
- Comprei um avião a jato novo, importado, dando emprego para estrangeiros e não para os brasileiros que trabalham na Embraer. É que receber mala preta da Embraer ia dar zebra. Protegi todas as maracutaias do Zé Dirceu, do Waldomiro e do tesoureiro do partido. Comprei votos de deputados e senadores com liberação de verbas de emendas deles ao orçamento.
- Dê graças ao Pai...
- Arregacei com os velhinhos cobrando novamente dos aposentados a contribuição previdenciária, sem qualquer contra-prestação do Estado para eles. Comprei o apoio da Rede Globo com liberação de financiamento do BNDES, para eles pagarem dívidas vencidas, um negocinho de pai para filho com o dinheiro do povo. Coloquei o protetor de marginais Tomás Bastos como Ministro da Justiça.
- Dê graças ao Pai...
- Protegi os delinqüentes do MST e dei apoio às suas invasões para desestabilizar a democracia e então dar um golpe e assumir como o Fidel. Agora não sei como fazer para parar aquela corja de bandidos. Dei auxílio ao Hugo Chávez, o maior bandido da América Latina e também ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, apoiando o seu projeto de enriquecimento de urânio e recebendo inclusive a sua visita em Brasília.
- Dê graças ao Pai...
- Protegi o Meireles e o presidente do Banco do Brasil quando a imprensa apurou as realidades sobre as delinqüências dos dois e agora sou obrigado a apoiar a Dilma Roussef, uma ex-guerrilheira que organizou inúmeros assaltos a diversas instituições no passado.
- Dê graças ao Pai...
- Mas, Jesus, estou realmente arrependido e a única coisa que o Senhor tem para me dizer é “dê graças ao Pai”?
- Sim, agradeça ao Pai que estou aqui pregado na cruz, porque senão desceria dela para te encher de porrada, seu ignorante, analfabeto, deslumbrado, traidor, ladrão, sem vergonha, mentiroso, golpista, cínico, corrupto e aproveitador... Vai trabalhar, vagabundo pingaiada!
quinta-feira, 8 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Artista da vez - KISS
país: Estados Unidos
gênero: rock, heavy metal
integrantes:
Paul Stanley (vocal, guitarra)
Gene Simmons (vocal, baixo)
Tommy Thayer (guitarra)
Eric Singer (bateria)
histórico: Os “cavaleiros do apocalipse” do Kiss não foram responsáveis pela introdução de teatralidade e fantasias nos shows de rock. Anos antes, os New York Dolls já se apresentavam maquiados e Alice Cooper montava espetáculos de rock horror show. Foi do Kiss porém a responsabilidade de elevar a presença de palco e efeitos sonoros e visuais ao estado de arte, tão ou mais importantes que a própria música. O Kiss é uma banda de extremos, amada ou odiada, mas jamais colocada como apenas mais uma banda entre tantas outras.
Conhecido mundialmente por suas maquiagens e por seus concertos muito bem elaborados, que incluem guitarras esfumaçantes, cuspes de fogo e sangue e exacerbadas pirotecnias, o Kiss já recebeu 24 discos de ouro e suas vendas excedem os 200 milhões de discos mundo afora, desde sua formação em Nova Iorque, em 1973. Nenhuma outra banda na história soube explorar de forma tão espetacular o marketing em cima de suas próprias características.
O fator primordial e mais marcante da banda foi escolher assumir personalidades alternativas a partir do momento em que entrassem no palco, protegendo suas identidades reais com fantasias e maquiagem pesada, o que os tornava irreconhecíveis. O vocalista e guitarrista Paul Stanley (o da estrela) se tornava em um ser andrógeno, a encarnação do amor. O guitarrista Ace Frehley (o de maquiagem prateada) se tornava em um alienígena interplanetário. O baterista Peter Criss se tornava em um gato (ou tigre de dentes de sabre conforme outras versões). O baixista e vocalista Gene Simmons (o com cara de mau) por sua vez se transformava em um demônio, a encarnação do mal.
Curiosamente a banda enquanto maquiada levava a sério seu papel e se apresentava em entrevistas como se realmente fossem seus personagens. Durante anos a identidade real de todos foi guardada a sete chaves. Como se isso tudo já não fosse marketing suficiente, os shows eram muito mais do que espetáculos de som, luz e gelo seco. Entre outros pequenos detalhes, a guitarra de Ace Frehley soltava fumaça e rojões em meio aos solos, o baixista Gene Simmons voava sobre a platéia, vomitava sangue e cuspia fogo. A banda se anunciava como nada mais nada menos que a maior banda de rock da face da Terra e por incrível que pudesse parecer, fazia mesmo rock n’ roll de primeira qualidade em meio a todo esse marketing, maquiagem, fogo e sangue. As letras eram geralmente apenas exaltações ao sexo e ao rock em si, sem apelo de drogas e temas sérios como política ou o lado ruim da vida.
Desde o início, a banda foi comandada por Paul Stanley e Gene Simmons. Este, um verdadeiro homem de negócios, com grande visão, que se escondia por trás da maquiagem de vampiro. No início da década de 70, montaram uma banda chamada Wicked Lester. Peter Criss e Ace Frehley seriam recrutados a partir de anúncios em revistas de música. Não pretendendo disputar com tantas outras bandas que surgiam e desapareciam a todo momento em Manhattan, usaram a estratégia de divulgar seu show como o de uma banda já consagrada, pagando do próprio bolso bandas mais bem sucedidas para abrir seu primeiro show, distribuindo camisetas da banda gratuitamente e caprichando na produção visual. Convidaram para o show armado alguns empresários e olheiros de gravadoras. Conseguiram chamar a atenção de Bill Aucoin que, imediatamente, se ofereceu para ser o manager e em algumas semanas já tinham um contrato com o selo Casablanca.
A banda escalou aos poucos as paradas com os álbuns que se seguiram, mas apenas com o seu primeiro álbum ao vivo, “Alive” (1975), tornaram-se os superstars que marcariam uma geração. A música “Rock and roll all nite” se tornou um hit imediato e os álbuns que se seguiram (a começar por “Destroyer” de 1976) seriam grandes sucessos de vendas.
A kissmania rapidamente tomou conta dos Estados Unidos. A imagem da banda estava em qualquer coisa que pudesse ser vendida: máquinas de fliperama, bonecos, máscaras, kits de maquiagem, cereais, escovas de dentes, etc. Obviamente, fãs de rock não gostariam de ser associados a algo tão comercial e o que a início era apenas um distintivo da banda, começou a fugir do controle, ficando maior do que a própria música que eles faziam. As performances de palco eram comentadas como ainda maiores e mais estapafúrdias do que a realidade e entre vários boatos chegou-se a noticiar que o Kiss sacrificava animais no palco e que Kiss era uma sigla para, entre outras versões, “Knight's In Satan´s Service” ou “Kids In Satan´s Service” (cavaleiros ou crianças a serviço de Satã). A coisa toda era noticiada de forma tão verídica que até hoje centenas de pessoas assumem isto tudo como verdade.
Além disso, a fama instantânea exaltou os egos da banda, gerando atritos, principalmente entre Ace Frehley e Peter Criss (de um lado) e Paul Stanley e Gene Simmons (de outro). Em 1978 foram lançados ao mesmo tempo álbuns solo dos quatro, como uma tentativa de apaziguar os ânimos. Isso apenas fez com que todos conseguissem alguns milhões de dólares a mais.
Peter Criss foi despedido da banda em 1980 e Anton Fig, baterista de estúdio, participou das gravações de “Kiss Unmasked” até que fosse escolhido o substituto definitivo de Criss, Eric Carr. Os problemas que vinham se acumulando resultou em um disco fraco e pela primeira vez um fracasso comercial, pelo menos para uma banda acostumada a discos de platina seguidos nos últimos anos. O álbum “Music From The Elder”, de 1981, teve acolhida ainda pior e em 1982 Ace Frehley abandonou a banda, sendo substituído por Vinnie Vincent. O álbum que se seguiu, “Creatures Of The Night” foi completado por músicos de estúdio e teve uma boa acolhida.
Para conseguir novamente lugar na imprensa para a banda já desgastada pela apresentação excessiva, o Kiss abandonou a maquiagem, conseguindo voltar à imprensa e aumentar as vendas, embora os álbuns não fossem obras primas como os de sua época de ouro.
Vinnie Vincent abandonou a banda em 1984, sendo substituído por Mark St. John, que logo desenvolveria uma doença nas articulações da mão, conhecida por síndrome de Reiter, tendo de ser substituído por Bruce Kulick. Em 1990 ocorreu uma outra tragédia: Eric Carr descobriu que tinha câncer no coração e morreu em novembro de 1991, aos 41 anos, sendo substituído por Eric Singer.
Esta nova formação, apesar de todos os problemas, conseguiu gravar um grande álbum em 1992, “Revenge”, que juntamente com um novo registro ao vivo, “Alive III”, levou a banda de volta ao topo entre os grandes nomes do rock mundial.
Em 1996, o que deveria ser apenas uma reunião da formação original (Paul Stanley, Gene Simmons, Ace Frehley e Peter Criss) para tocar algumas músicas em um programa acústico (“Unplugged” da MTV norte-americana) se transformou na reunião mais esperadas das últimas duas décadas. A banda voltou às maquiagens e iniciou uma imensa turnê mundial tocando as músicas da época de ouro das máscaras com um show igual ao dos velhos tempos.
Durante a “Farewell Tour 2000/2001”, anunciada como a última da carreira, Peter Criss abandonou novamente o grupo, alegando motivos pessoais. Para substituí-lo foi chamado novamente Eric Singer, desta vez usando a maquiagem de gato consagrada por Peter.
Em 2002, é a vez de Ace Frehley novamente ser demitido da banda. Para seu lugar é contratado Tommy Thayer, que também assume a maquiagem de Ace. No final do ano saiu a coletânea “The Very Best Of Kiss”, um evidente caça-níquel.
Em 2003, novamente com Peter Criss na bateria, o Kiss toca na Austrália acompanhado de 60 músicos da Orquestra Sinfônica de Melbourne, todos com maquiagem. A apresentação resultou no álbum “Kiss Symphony: Alive IV”. Como era de se esperar, a banda sai novamente em uma grande tour, acompanhados do Aerosmith em muitas das datas.
No final da turnê com o Aerosmith, Peter Criss não renova seu contrato com a banda e Eric Singer novamente é chamado para a “Rock The Nation Tour”, que durou o ano de 2004. Nesse mesmo ano saiu o disco solo de Gene Simmons, “Asshole”, o segundo desde 1978.
Em 16 de março de 2007 teve início a temporada de Fórmula 1 com o Grande Prêmio da Austrália. O Kiss encerrou o evento com um show no Melbourne Park para mais de 50.000 pessoas. A partir desta data, deu-se início a “Kiss Alive 35 World Tour”.
Em outubro de 2009 é lançado o álbum “Sonic Boom”. Segundo Gene Simmons, esse seria o melhor álbum do grupo em 30 anos. Logo em seguida a banda iniciou turnê pela América do Norte, com o término apenas no dia 15 de dezembro. No meio desta mesma turnê, os integrantes anunciaram uma turnê pela Europa. Atualmente, a banda se encontra em férias, esperando o começo da turnê “Sonic Boom Over Europe”, no dia 1º de maio de 2010.
Curiosidades
- O nome Kiss foi inspirado num concurso popular de beijo (kiss, em inglês) que aconteceu nos EUA, em 1973.
- Ace Frehley era estudante de arte e foi ele quem desenhou o logotipo da banda.
- Gene Simmons é um dos maiores cuspidores de fogo do mundo. O recorde mundial é de 20 pés. Gene já alcançou 15.
- 45 minutos é o tempo em média que demora para que toda maquiagem facial seja feita apropriadamente. Cada membro da banda faz a sua própria pintura, desde o início da carreira.
- O primeiro número da revista em quadrinhos lançada pela Marvel nos anos 70 foi impresso com sangue dos membros da banda. Os quatro retiraram amostras de seu sangue, que foi misturado à tinta de impressão. O sangue chegou à gráfica dentro de um carro blindado.
- A primeira coisa que Peter Criss comprou com o dinheiro que ganhou com a banda foi uma lápide para a sua avó.
- Gene Simmons é israelense e fala fluentemente inglês, hebraico, alemão e húngaro. Quando criança, chegou a freqüentar uma escola judia para se tornar um rabino.
- O último show do Kiss maquiado antes da “Reunion Tour” foi em 25 de junho de 1983, no estádio do Morumbi, em São Paulo.
- A banda foi eleita pela VH1 a 10ª dentre as 100 maiores da história.
- Gene Simmons afirma que é viciado em sexo e que já transou com mais de 2 mil mulheres. Entre suas ex-namoradas estão as cantoras Cher e Diana Ross.
- A banda é totalmente contra as drogas e desde a década de 80 seus integrantes participam de campanhas nos EUA.
- A língua de Gene Simmons tem em média 7 polegadas ou 18 cm.
- O álbum acústico da MTV é o segundo maior em vendas, perdendo apenas para o acústico de Robert Plant/Jimmy Page.
- O maior show da banda foi no Rio de Janeiro em 1982 e teve mais de 250.000 pessoas.
domingo, 4 de abril de 2010
Páscoa, a celebração cristã
Tal qual no Natal, há a obrigatoriedade de presentear, ser feliz, comemorar. Mas não pode ou não deve ser só isto. Há muitos que dizem que é possível ser feliz sem presentes (não que não seja bom) e que há vida fora da festividade, da algazarra, dos acessórios supérfluos. Basta buscar em nosso interior e identificar tudo que realmente é importante para nós.
É sempre fundamental recordar que há mais de 2 mil atrás um homem veio ao mundo disposto a ser o maior exemplo de amor e verdade que a humanidade conheceria.
Sua proposta de vida não foi atendida por muitos. Condenaram este homem e crucificaram-no, ignorando todos os seus propósitos de um mundo melhor. Houve dor, angústia e escuridão. Por três dias o sol se recusou a brilhar, a lua se negou a iluminar a Terra, até que no terceiro dia a vida acontecia.
A Páscoa existe para nos lembrar deste momento inigualável chamado Ressurreição. Ressurreição do sorriso, da alegria de viver, do amor. Ressurreição da amizade, da vontade de ser feliz. Ressurreição dos sonhos, das lembranças. E de uma verdade que está acima dos ovos de chocolates ou dos coelhos. Cristo morreu, mas ressuscitou.
Que tenhamos uma vida renovada de bons propósitos, boas intenções, boas ações. Se não tivemos os quarenta dias de preparação, se não expurgamos nossos erros, se não refletimos (é para isto que serve a Quaresma, preparação e reflexão), que o façamos agora.
Sempre é tempo de pedir perdão e de perdoar, de revolver a terra, tirar o pasto que atrapalha o broto e regar a semente de um novo amanhã, que desejamos todos seja menos violento, sem falsas promessas e falsos moralismos, mas abundante de amor, de paz, de oportunidades, de ética, de solidariedade, de trabalho que seja verdadeiramente em prol de quem necessita e não para alimentar vaidades escondidas e outras nem tão escondidas.
Que tenhamos todos o compromisso de manter fidelidade à palavra empenhada, de melhorar a nós mesmos, de educar nossas crianças, de promover o bem em nossa família, nas instituições que freqüentamos, na comunidade que vivemos. O amanhã é nossa responsabilidade. Que os ensinamentos de Jesus estejam sempre vivos no coração de todos nós.
Dizem que o ferro é forte,
Mas o fogo derrete o ferro.
Dizem que o fogo é forte,
Mas a água apaga o fogo.
Dizem que a água é forte,
Mas o vento espalha a água.
Dizem que o vento é forte,
Mas a montanha pára o vento.
Dizem que a montanha é forte,
Mas o homem derruba a montanha.
Dizem que o homem é forte,
Mas a morte derruba o homem.
Dizem que a morte é forte,
Mas Jesus venceu a morte.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Hard Rock Gold (2009)
01. Scorpions - No One Like You
02. Poison - Talk Dirty To Me
03. Cinderella - Gypsy Road
04. Kiss - Detroit Rock City
05. Yngwie Malmsteen - Heaven Tonight
06. Y&T - Summertime Girls
07. Styx - Mr. Roboto
08. Rainbow - Since You Been Gone
09. Night Ranger - Sister Christian
10. David Lee Roth - California Girls
11. Queensrÿche - Eyes Of A Stranger
12. Ratt - Round And Round
13. Great White - One Bitten Twice Shy
14. Tesla - Modern Day Cowboy
15. Extreme - Rest In Peace
16. L.A. Guns - Rip And Tear
17. Kingdom Come - Get It On
download cd 1
cd 2
01. Motorhead - Ace Of Spades (live)
02. Soundgarden - Rusty Cage
03. Helmet - Unsung
04. Death Angel - Seemingly Endless Time
05. Buckcherry - Lit Up
06. Monster Magnet - Space Lord
07. Andrew W.K. - Party Hard
08. Ace Frehley - New York Groove
09. Iron Butterlfy - In-A-Gadda-Da-Vida
10. Rush - Closer To The Heart
11. ZZ Top - Tush
12. Lynyrd Skynyrd - Gimme Back My Bullets
13. Deep Purple - Smoke On The Water (live)
14. 38 Special - Back Where You Belong
15. Uriah Heep - Easy Livin'
16. Thin Lizzy - The Boys Are Back In Town
segunda-feira, 29 de março de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
"Dark Side Of The Moon", uma viagem ao infinito
“Dark Side Of The Moon”. Um grande espetáculo nos céus. Cores e luzes que olhos sóbrios não conseguem enxergar. Vozes que a audição ainda não aprendeu a ouvir. O lado escuro da lua, onde, até hoje, só a insanidade conseguiu alcançar. A voz desesperada que ecoa nos céus e que se faz ouvir sempre que o chamado da loucura nos abre os ouvidos. Uma viagem sem volta para um mundo onde moram todas as nossas angústias.
De início, precisamos ressaltar que este disco é considerado por muitos, simplesmente, como o melhor disco de rock progressivo de todos os tempos. Mais do que isso: é o melhor, o mais genial e o mais cerebral trabalho desta lenda chamada Pink Floyd. Suas vendagens astronômicas só vêm a confirmar essa tese.
Não precisamos nem começar a ouvir para termos noção da grandiosidade. Olhe para a capa: uma imagem única, umas das capas mais brilhantes da história. Mas o mais importante é que sintetiza todo o conceito do disco, que é sobre os “males” do homem moderno, a escuridão em que o mundo se encontrava e todos os problemas que afligem a humanidade. Isso em 1973. O incrível é que o disco soa bastante atual até os dias de hoje. Fora que data da época em que os egos não estavam inflados no grupo e todos conviviam em perfeita harmonia. É dentro deste cenário psicótico-surreal que os 4 rapazes ingleses criaram a obra fundamental do rock. E numa projeção bastante otimista, dificilmente, nos próximos 150 anos, aparecerá algo comparável ao que Roger Waters, David Gilmour, Richard Wright e Nick Mason gravaram há exatos 37 anos.
A qualidade da produção (que, mesmo com toda a tecnologia atual é difícil de ser igualada), a beleza dos timbres e arranjos, o lirismo provocador de Roger Waters, a sobreposição de efeitos nas músicas, não são o que mais impressionam na obra-prima do Pink Floyd. O grande diferencial é a unidade perfeita, a relação que os temas tem uns aos outros. É como se fosse uma só canção dividida em 9 partes e que representam um ciclo, que pode ser o ciclo da existência humana (o disco começa e termina com sons de batimentos cardíacos). Quando o disco começa, vão aparecendo os temas que certamente habitam nosso imaginário durante a vida.
Há ainda a misteriosa coincidência de que, ao colocar este disco para rodar logo após o terceiro rugido do leão da Metro-Goldwyn-Mayer no filme “O mágico de Oz”, as letras encaixam-se perfeitamente nas imagens que estão passando na tela. O grupo jura até hoje que tudo foi apenas uma incrível coincidência e não tinham nenhuma intenção de fazer isso. Curiosidades a parte, vamos colocar a obra-prima para rodar.
“Breathe” representa a passagem para o estado de consciência (“olhe em volta e encontre o seu espaço”), um mundo novo que se abre em nossa frente. A letra é uma introdução ao conceito que permeia o disco:
Não tenha medo de se preocupar
Vá, mas não me deixe
Dê uma olhada por aí, escolha seu próprio chão
Por muito tempo você viverá e voará alto
E sorrisos você dará e lágrimas você irá chorar
E tudo o que você toca e tudo o que vê
É tudo o que sua vida sempre será”
“On the run” é o melhor exemplo da mente louca e imprevisível de Waters neste álbum. Sons meio eletrônicos, cavalgadas, ecos, uma coleção de sons estranhos... total viagem sonora. O mestre Syd Barrett deve ter ficado orgulhoso.
“Time”, um dos grandes clássicos aqui contidos. Os relógios começam a tocar, vários, ao mesmo tempo, e a introdução da guitarra parece acompanhar o título da música. Dá-se a impressão de uma viagem através de todas as épocas, que só é interrompida pela voz de Waters, que começa mais vigorosa e tem passagens mais calmas e melódicas. David Gilmour dá outro show à parte: solos lindos e estilosos, virtuosismo correndo no sangue, fora a letra, que é uma poesia:
“Cada ano se torna mais curto
Sem nunca parecer encontrar o tempo
Planos que ou não chegam a nada
Ou viram uma meia-página de linhas rabiscadas”
“The great gig in the sky”, uma das poucas músicas de Wright na banda, é sem dúvida, o momento mais intenso. Ele mostra toda a sua técnica e habilidade nma seqüência belíssima de seu teclado, que logo ganha a companhia da bateria cadenciada de Nick Mason e da guitarra de Gilmour. Por cima disso tudo, um vocal bem marcante e delineado, um trabalho de vozes belo e emocionante que fecha com maestria a música, levando o ouvinte a uma atmosfera inimaginável onde a beleza, a loucura, a ternura e o desespero, caminham lado a lado numa viagem única e dilacerante ao lugar mais profundo de nossas almas.
Dinheiro! O bem mais caçado e desejado durante toda a história da humanidade, o responsável por guerras e matanças incalculáveis, a ambição do homem. Querendo ou não, é o que rege nossas vidas. Vivemos em torno dele, acorrentados. Dependemos dele pra tudo, nosso bem e nosso mal. É isso o que Waters quer mostrar com suas composições sempre críticas e reflexivas. “Money” é um perfeito exemplo disso. A caixa registradora no início faz com que a música seja logo reconhecida em todos os cantos do planeta, junto com a linha de baixo mais marcante da história. Cada nota penetra na sua mente sendo impossível esquecê-la. A música é cantada com ar satírico e crítico de Waters, seguida de um sax muito bem colocado (digno dos melhores trabalhos jazzísticos) até desembocar numa explosão de sons: saxofone, guitarra, bateria e baixo se encaixando perfeitamente. Numa atmosfera única, falta até palavras para descrever. Ouça e sinta você mesmo. Acabando com a ácida e relaxada interpretação de Waters e uma irônica conversa final, um clássico eterno do Pink Floyd, do rock e de toda boa música produzida nos últimos séculos.
E logo depois, um dos momentos mais belos do álbum: “Us and them”, uma singela composição sobre solidão, isolamento e as diferenças entre pessoas. Tudo que pode resultar em cegas batalhas. Clima único, vocal magistral, teclados envolventes, guitarra relaxante, sax fenomenal, bateria colocada perfeitamente. Um show de todos os músicos. Dá vontade de ouvir “Us and them” muitas vezes, até gravar cada nota, cada clima, cada som criado. Só nos resta abaixarmos a cabeça e reverenciar os mestres.
E o show prossegue com a instrumental “Any colour you like”, onde a guitarra cria uma verdadeira onda sonora, indo e vindo e te levando junto, criando um clima único, que serve de introdução a “Brain damage”.
Alguns dizem que “Brain damage” deve ser uma homenagem e referência a Syd Barrett, o fundador da banda. Levando-se em conta a letra, parece ser mesmo. Porém, mais do que uma homenagem, é uma linda música. É difícil explicar. Waters sempre perfeito, Gilmour sempre criando o clima ideal e a cada vez que a bateria de Nick Mason entra, seu nível de excitação sobe, risadas sarcásticas dão o tom final. Desfecho melhor, impossível.
“Eclipse” vem para encerrar o trabalho. Aqui é preciso dar uma pausa. Esse momento é fascinante, envolvente, emocionante. É praticamente um orgasmo musical, que fazem os sentidos ficarem perplexos. Quando a música consegue despertar isso nas pessoas, transcende-se a barreira do real, do mundo que existe a nossa volta. Somos levados a outra dimensão, que envolve todos os sentidos, envolve nossas mentes e nos faz experimentar sensações que nunca tínhamos sentido antes.
Passaram-se 10, 20, 30 anos e “Dark Side Of The Moon” continua arrebatando admiradores ao redor do mundo. Esse que é o 3º álbum mais vendido da história, com cerca de 45 milhões de cópias e que ficou 741 semanas consecutivas (ou cerca de 14 anos) no topo da Billboard. É talvez um dos poucos álbuns já produzidos que dificilmente sairá de catálogo. E, de fato, depois de 24 de março de 1973, o mundo da música nunca mais voltaria a ser o mesmo...
domingo, 21 de março de 2010
Ayrton, um gênio inconteste
O ano de 2010 é especial por uma coincidência feliz de datas redondas de grandes ídolos nacionais. Este ano é o centenário de nascimento dos sambistas Adoniran Barbosa e Noel Rosa. Mesma idade que faria a escritora Rachel de Queiroz, que escreveu belas páginas na história da literatura brasileira. O grande gênio da televisão brasileira, Silvio Santos, vai fazer 80 anos de vida. Há 70 anos chegava para reinar no mundo a majestade Pelé.
E um dos maiores mitos da história do esporte mundial completaria 50 anos no dia 21 de março: o brasileiro Ayrton Senna da Silva. Metade de tempo que o seu clube de coração, o Corinthians. Mesmo para quem não gosta de automobilismo, o tricampeão do mundo é um ídolo. Supera qualquer época ou gosto particular. Poucas personalidades foram tão amadas e idolatradas por uma legião tão grande de torcedores quanto Senna. Poucos atletas elevaram o ufanismo na medida em que o piloto do capacete amarelo foi capaz.
O aniversário de 50 anos de nascimento do tricampeão não vai passar em branco. Ainda hoje, as muitas homenagens ao eterno ídolo são impressionantes para alguém que faleceu a mais de 15 anos. Na internet, por exemplo, são inúmeros os sites, comunidades e afins dedicadas à memória de Senna. A comoção é tão grande por quem é seu fã, que vira e mexe lemos frase meio bregas do tipo: “Ele ainda corre em nossos corações” ou “Saudades eternas”.
É difícil explicar tanta idolatria. Sua morte precoce torna ainda mais mítica a sua história. Porém, simplesmente essa explicação é muito tola para quem foi tão celebrizado em vida. Além da genialidade como esportista, da carreira vitoriosa, do enorme carisma, a época em que Senna brilhou o tornou único. No final dos anos 80 e início dos 90, o Brasil vivia um gigantesco caos econômico, administrativo e político. Hiperinflação, corrupção, impeachment e escândalos de todas as ordens dominavam o noticiário.
No esporte, a fase era igualmente ruim. A seleção brasileira vivia uma das piores fases de sua história. Sócrates, Zico, Dinamite, Falcão e outros craques encerraram suas brilhantes carreiras. Os grandes jogadores brasileiros estavam no exterior – Romário, Bebeto e Careca. Na F1, Nelson Piquet e Émerson Fittipaldi estavam no fim das geniais trajetórias esportivas. No basquete, Oscar, Hortência e Magic Paula eram dos poucos ídolos nacionais. O vôlei ainda era um esporte pouco popular. As outras modalidades despertavam pouco interesse do público.
Ídolo mesmo, com todos os adjetivos que compõe uma estrela, só mesmo Ayrton Senna. De fato, o piloto era um dos poucos acalantos para os brasileiros numa época tão difícil em todos os setores. Na falta de futebol da seleção e na ausência de campeonatos atrativos, as alegrias no esporte eram somente nas manhãs de domingo com a torcida pelo piloto brasileiro.
A imagem cultivada por Senna também contribuiu para a mitificação. Ele era extremamente obcecado por ser o melhor. "Vencer é como uma droga. Eu não posso justificar, sob nenhuma circunstância, ser o segundo ou terceiro", afirmava. Também não desistia nunca dos próprios objetivos: "O impossível não existe quando se acredita verdadeiramente nos sonhos", sempre aconselhava.
O enorme orgulho (sem hipocrisia) de ser brasileiro era outro ponto a favor do piloto. O capacete com as cores do país e a bandeira levantada a cada vitória foram as suas marcas registradas. Senna era a personificação do “Eu sou brasileiro e não desisto nunca”, campanha do Governo Federal famosa anos mais tarde.
Além disso, tinha uma boa imagem como homem. Era uma pessoa preocupada com as crianças pobres, antes de isso virar instrumento de marketing. Por uma grande infelicidade, morreu pouco tempo antes de realizar o sonho de fundar sua própria entidade beneficente. Hoje, a idéia do piloto, o Instituto Ayrton Senna, já atendeu quase 12 milhões de pessoas e é conduzida por sua irmã, Viviane Senna, uma mulher tão admirável quando fora seu ente famoso.
Ayrton Senna teve uma carreira relativamente curta, mas o suficiente para colocá-lo entre, pelo menos, os 3 maiores pilotos da história da F1: tricampeão do mundo (1988, 1990 e 1991) e vice em 1989 e 1993. 3º piloto com maior número de vitórias e de pódios. 2º em quantidade de pole-positions. Dono dos 3 maiores recordes de poles consecutivas. 3º maior em pontos conquistados. 8º em número de voltas mais rápidas.
Todo o gênio deixa um grande legado para as gerações posteriores. E Senna foi um dos primeiros pilotos a se preocupar com a forma física. A era dos corredores gordinhos ficou para trás depois que o brasileiro passou a treinar com o professor Nuno Cobra. Determinado e obcecado por resultados, Senna mantinha uma rotina de preparação física invejável até para atletas de esportes mais intensos.
Este fator fez a diferença na histórica vitória no GP do Brasil de 1991, quando perdeu cinco das seis marchas do seu carro nas últimas voltas da corrida. No braço, Senna segurou a McLaren na ponta até a bandeirada da vitória. Foi algo tão esgotante fisicamente, que ele precisou de ajuda para sair do carro e mal teve forças para levantar a taça no pódio.
O mínimo que podia se esperar de um piloto deste nível era que pudesse correr na principal categoria do automobilismo pelo menos até os 40 anos – Senna morreu aos 34. O brasileiro vivia tão intensamente o mundo da velocidade que é quase impossível imaginá-lo aposentado. Aos 50 anos, hoje ele com certeza estaria disputando algum campeonato, talvez uma competição de turismo europeu ou a brasileira Stock Car.
Aquele fim de semana em Ímola foi o mais trágico da história da F1. O então jovem Rubens Barrichello, amigo e protegido de Senna, sofreu um gravíssimo acidente nos treinos de sexta-feira. O estreante austríaco Roland Ratzenberger morreu no sábado, um dia antes de Ayrton.
Senna era um dos pilotos da F1 mais preocupados com a segurança das pistas. Pouco depois da primeira morte em Ímola, o tricampeão reuniu todos os corredores para tentar recriar a ‘Comissão de Segurança de Pilotos’ e se ofereceu para ser o líder do grupo. Chegou até a cogitar o cancelamento da corrida que seria fatal para ele mesmo, mas acabou concordando em correr, juntamente com os companheiros de pista.
Após a tragédia que o matou, algumas declarações e atitudes que Senna teve antes do acidente deixam todos intrigados. A imagem mais marcante é o olhar profundo, perdido e enigmático do tricampeão pouco antes de entrar pela última vez num carro de F1. Ele ainda disse pouco antes da corrida: “Não existe acidentes pequenos nesta pista”.
Antes do campeonato de 1994 começar, Senna afirmou: "Esta será uma temporada com muitos acidentes, e eu arrisco dizer que teremos sorte se nada sério acontecer". Mas a declaração que tenha sido mais chocante ao lermos após a morte do piloto foi uma dita apenas quatro meses antes: "Se eu tiver que sofrer um acidente que eventualmente custe minha vida, eu espero que seja de uma vez. Eu não quero ficar numa cadeira de rodas. Não quero ficar num hospital sofrendo com os ferimentos. Se eu tiver que viver, eu quero viver plenamente, intensamente, porque eu sou uma pessoa intensa. Eu arruinaria minha vida se tivesse que viver parcialmente". São declarações e preocupações que acabariam esquecidas se nada tivesse acontecido no GP de Ímola. Porém, é algo que não deixa de ser intrigante.
A tragédia na curva Tamburello, em Ímola, interrompeu a brilhante carreira daquele que, na época, já era visto por muitos especialistas como o maior piloto de todos os tempos – o argentino pentacampeão do mundo Juan Manoel Fangio era o seu maior rival no quesito história.
Em 1994, Senna estreava na insuperável Williams, do igualmente genial projetista Adrian Newey. Naqueles meados dos anos 90, ninguém era capaz de bater a equipe inglesa. Após a tragédia com o brasileiro, o limitado inglês Damon Hill assumiu a posição de primeiro piloto da escuderia.
Hill foi duas vezes vice-campeão, em 1994 e 1995, e campeão em 1996. Currículo respeitado, mas pouco para quem tinha um carro tão claramente superior. Mesmo considerando que o seu adversário direto era o já genial Michael Schumacher, o inglês perdeu dois títulos por ser bem mais limitado que pilotos anteriores da Williams – Nelson Piquet, Nigel Mansell e Alan Prost.
Não é nenhum absurdo imaginar que um gênio como Senna ganharia os quatro mundiais seguintes a bordo de uma máquina tão vitoriosa como a Williams dos anos 90. Pelo menos os títulos de 1996 e 1997 certamente seriam dele, pois o único adversário com capacidade para batê-lo – Schumacher – estava ainda na fase de construção da poderosa Ferrari da década seguinte.
O mundo gira e, muitas vezes, teima em repetir a história. Caso semelhante a Senna ocorreu com o escocês bicampeão Jim Clark. Em 1968, o piloto já detinha vários recordes da F1 e partia tranqüilo para a conquista do tricampeonato com a superior equipe Lotus. Porém, numa corrida que participava na extinta Fórmula 2, Clark morreu após seu carro sair da pista e bater forte em algumas árvores. E quem ‘herdou’ o título quase ganho de Clark? Seu companheiro de equipe, Graham Hill, pai de Damon.
Até hoje, Jim Clark é o 6º piloto com maior número de vitórias na F1. O 3º em quantidade de pole-positions. O 5º nas voltas mais rápidas. O 2º em hat-tricks (pole-position, vitória e melhor volta numa mesma corrida). E ainda tem o recorde de grand-chelem (largando da pole e completando a corrida inteira na primeira posição). Clark e Senna perderam a chance de serem os maiores de todos os tempos, em números.
Aliás, é até significativo o alemão Michael Schumacher ter vencido o trágico GP de Ímola e sido campeão nos dois anos seguintes da morte de Senna. Foi praticamente ‘a passagem de bastão’ de um mito para outro. A F1 perdeu este grande duelo – sem dúvida, seria o maior da história – e Senna perdeu a chance do penta ou até mesmo do então inédito heptacampeonato.
De fato, muitas vezes, o destino é um grande ingrato. Com Senna, infelizmente, essa constatação ficou explícita.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Serviço Militar: como ser dispensado
"Prezado Oficial Militar, venho por intermédio desta pedir a minha dispensa do serviço militar.
A razão para isto é bastante complexa e tentarei explicar em detalhes.
Meu pai e eu moramos juntos em um sobrado e possuímos um rádio e uma televisão.
Meu pai é viúvo e eu solteiro. No andar de baixo, moram uma viúva e sua filha, ambas muito bonitas e sem rádio e nem televisão.
O rádio e a televisão fizeram com que nossas famílias ficassem mais próximas.
Eu me apaixonei pela viúva e nós nos casamos. Meu pai se apaixonou pela filha e também se casou com esta.
Neste momento, começou a confusão.
A filha da minha esposa, a qual casou com o meu pai, é agora a minha madrasta.
Ao mesmo tempo, porque eu casei com a mãe, a filha dela também é minha filha (enteada).
Além disso, meu pai se tornou o genro da minha esposa, que por sua vez é sua sogra.
A minha esposa ganhou recentemente um filho, que é irmão da minha madrasta.
Portanto, a minha madrasta também é a avó do meu filho, além de ser seu irmão.
A jovem esposa do meu pai é minha mãe (madrasta) e o seu filho ficou sendo o meu irmão.
Meu filho é então o tio do meu neto, porque o meu filho é irmão de minha filha (enteada).
Eu sou, como marido de sua avó, seu avô. Portanto sou o avô de meu irmão.
Mas como o avô do meu irmão também é o meu avô, conclui-se que eu sou o avô de mim mesmo!
Portanto, Senhor Oficial, eu peço dispensa do serviço militar baseado no fato de que a lei não permite que avô, pai e filho sirvam ao mesmo tempo.
Se o senhor tiver qualquer dúvida, releia o texto várias vezes ou tente desenhar um gráfico para constatar que o meu argumento realmente é verdadeiro e correto. Espero que acredite que não tenho condições psicológicas para servir à minha pátria, embora eu tenha amplo patriotismo."
Ass.: Avô, pai e filho
quarta-feira, 17 de março de 2010
Sons que você não conhece... mas deveria!
Rhapsody & Christopher Lee - The magic of the wizard's dream
segunda-feira, 15 de março de 2010
Manual contemporâneo de funcionários
Informamos que o funcionário deverá trabalhar vestido de acordo com o seu salário. Se o percebermos calçando um tênis Nike de R$350,00 ou carregando uma bolsa Gucci de R$600,00, presumiremos que vai bem de finanças e, portanto, não precisa de aumento. Se ele se vestir de forma pobre, será um sinal de que precisa aprender a controlar melhor o seu dinheiro, para que possa comprar roupas melhores e portanto, não precisa de aumento. E se ele se vestir no meio termo, estará perfeito e, portanto, não precisa de aumento.
AUSÊNCIA DEVIDO ENFERMIDADE
Não vamos mais aceitar atestado médico como prova de enfermidade. Se o funcionário tem condições de ir até o consultório médico, pode perfeitamente vir trabalhar.
INTERVENÇÃO CIRÚRGICA
As cirurgias são proibidas. Enquanto o funcionário trabalhar nesta empresa, precisará de todos os seus órgãos. Portanto, não deve pensar em remover nada. Nós o contratamos inteiro. Remover algo constitui quebra de contrato e conseqüentemente processo trabalhista.
AUSÊNCIA DEVIDO A MOTIVOS PESSOAIS
Cada funcionário receberá 104 dias para assuntos pessoais a cada ano. Chamam-se sábados e domingos. Além do mais, terá inúmeros feriados ano afora para que esses assuntos sejam expressamente sanados.
PERÍODO DE FÉRIAS
Todos os funcionários deverão entrar em férias nos mesmos dias de cada ano e sem um período contínuo estipulado. Os dias de férias são aleatórios, mas já sabidos que dentre estes incluirão 01 de janeiro, 07 de setembro, 12 de outubro, 2 de novembro, 15 de novembro e 25 de dezembro.
AUSÊNCIA DEVIDO FALECIMENTO DE PESSOAS PRÓXIMAS
Esta não é uma justificativa para perder um dia de trabalho. Não há nada que se possa fazer pelos amigos, parentes ou colegas falecidos. Todo esforço deverá ser empenhado para que não-funcionários cuidem dos detalhes. Nos casos raros, onde o envolvimento do funcionário é necessário, o enterro deverá ser marcado para o final da tarde. Teremos prazer em permitir que o funcionário trabalhe durante o horário do almoço e daí sair uma hora mais cedo, desde que o seu trabalho esteja em dia.
AUSÊNCIA DEVIDO A SUA PRÓPRIA MORTE
Com raríssimas exceções, isto será aceito como desculpa. Entretanto, exigimos pelo menos 15 dias de aviso prévio, visto que cabe ao funcionário treinar o seu substituto.
USO DO MICTÓRIO
Os funcionários estão passando tempo demais no toalete. Sendo assim, seguiremos o sistema de ordem alfabética. Por exemplo, todos os funcionários cujos nomes começam com a letra "A" irão entre 8:00 e 8:20, aqueles com a letra "B" entre 8:20 e 8:40, e assim sucessivamente. Se não puder ir na hora designada, será preciso esperar a sua vez, no dia seguinte. Em caso de emergência, os funcionários poderão trocar o seu horário com um colega. Os supervisores dos funcionários deverão aprovar essa troca, por escrito, mas há um limite estritamente máximo de 3 minutos no vaso. Acabando esse tempo, um alarme irá tocar, o rolo de papel higiênico será recolhido, a porta do box abrirá e uma foto será tirada. Se for repetente, a foto será fixada no quadro de avisos da empresa sob o título "Infrator Crônico".
HORÁRIO DO ALMOÇO
Os magros têm 30 minutos para o almoço, porque precisam comer mais para parecerem saudáveis. As pessoas de tamanho normal têm 15 minutos para comer uma refeição balanceada que sustente o seu corpo mediano. Os gordos têm 5 minutos, porque é tudo que precisam para tomar um "Slim Fast" e um remédio de regime.
Portanto, toda dúvida, comentário, preocupação, reclamação, frustração, irritação, agravo, insinuação, alegação, acusação, observação, consternação ou "input" de qualquer funcionário deverá ser dirigida para o RH com o mesmo portando sua carteira de trabalho em mãos.
Atenciosamente
Diretoria de Recursos Humanos















